segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Nenhum pôr do sol é igual

Não é à toa que o mundo gira em torno do Sol. Fora todos os motivos físicos, químicos, geográficos e geológicos, ainda há razões que ultrapassam as barreiras da ciência. Acima de tudo, o sol é poesia, e o seu melhor verso é escrito quando ele se põe.

Apesar da despedida do sol acontecer diariamente (exceto nos polos do planeta), o astro possui uma magia que faz com que o adeus sempre seja diferente. As nuvens de ontem foram embora, e as de hoje compõem o céu de forma ímpar; o vento que era agitado, hoje calmamente passa, apenas acariciando a pele; o degradê laranjão de ontem hoje é substituído por um céu avermelhado, e por aí vai. O melhor é que essa arte está aí para todos, em todos os cantos do mundo, de Belém a Madri, de Tóquio a São Paulo, é sempre o mesmo sol, mas nunca o mesmo pôr do sol. Quantas histórias o pôr do sol não é capaz de contar?

Em 2015 eu estava com um alto grau de obesidade, pesando 30kg a mais do que o ideal, então decidi emagrecer. Nessa época, eu morava no Rio, em botafogo, e armei um plano infalível para conseguir perder esses quilos extras. Acontece que o pôr do sol da pedra do Arpoador, em Ipanema, é o meu preferido, e eu estava indo todos os dias apreciá-lo (acredite, um pôr do sol nunca é igual a outro). Decidi então que a partir de um certo dia eu iria para a Pedra do Arpoador de bicicleta. Pronto, havia encontrado o que precisava. No fim da tarde eu pegava a bicicleta e ia, pelo calçadão, rumo a Ipanema, contemplando aquele céu claro que logo logo iria escurecer, e depois voltava contemplando o mesmo céu, só que agora estava escuro esperando o sol voltar. Três meses depois eu já havia perdido 15 quilos, e andar de bicicleta pra me despedir do sol passou a ser o melhor momento do meu dia. A minha paixão por esse fenômeno começou a crescer, e os fins de tarde nunca mais foram os mesmos.

(Pedra do arpoador, melhor lugar)

Então aproveitem esse momento. O pôr do sol tem muitas respostas daquelas perguntas que a gente carrega. Ele também tem muitas perguntas para oferecer. Aproveitem para se questionar muito, para descarregar tudo, para se recarregar, ou simplesmente para não pensar em nada. O nada também é totalmente diferente diante desse adeus.

É claro que não é todo dia que conseguimos parar para apreciar o sol se pôr, mas ainda assim mágica acontece. Na faculdade a minha aula termina às 20 horas, então eu não consigo ver diretamente esse evento natural, mas sou capaz de sentir tudo mudando de dentro da sala de aula. O clima fica mais ameno, a iluminação passa a ser inteiramente artificial, e os ruídos diminuem. Eu entendi a mensagem.

Quando sou liberado mais cedo, consigo ver o céu mudando de cor na volta pra casa, então do meio do trânsito mais um entra pra conta. O sol se pôs, mas não é preciso ficar triste, ele volta pela manhã.


(Mureta da Urca, um pôr do sol onde os barquinhos fazem a diferença)

Apreciem o sol hoje.

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Vestibular e a grande escolha da sua vida

O que você vai quer ser quando crescer?

(Apoio é essencial)

Para as crianças essa pergunta têm uma resposta rápida e muitas vezes óbvia. “Caminhoneiro!” “Entregador de pizza!” “Astronauta!” “Professor!” “Bombeiro!” e tantos outros serviços existentes por aí. Elas admiram as profissões de um jeito puro que infelizmente os adultos perdem pelo caminho, e isso é algo que eu gosto muito: elas não se importam se professor ganha pouco no país, elas apenas querem dar aula, são livres de pré conceitos. Mas esses seres humaninhos não precisam decidir isso ainda, eles ainda podem brincar bastante.

Então essas crianças crescem e, com mais seriedade, novamente essa pergunta é feita, mas dessa vez é preciso resposta, é preciso decisão, e como é injusto decidir isso aos 17 anos! Essa é a idade onde a gente acha que se conhece, mas na verdade ainda não sabemos quase nada sobre nós mesmos. Só que, como eu disse, é preciso decisão. Então olhamos para os lados buscando a resposta que decidirá o resto das nossas vidas e muitas opções aparecem (em alguns casos, nenhuma), mas qual delas escolher? Qual é a verdadeira vocação de cada um? Desse modo, caímos no terrível erro de balancear as respostas utilizando três variáveis: se dá dinheiro, se é uma profissão valorizada socialmente e se tem uma mínima relação com as nossas habilidades específicas, mas vai muito além disso.

Comigo foi assim que aconteceu, sem ainda saber qual carreira seguir entrei no primeiro ano do ensino médio em uma escola famosa na cidade por preparar alunos que almejavam a sonhada vaga no curso de medicina. No final do ano, com 15 anos de idade, eu já havia decidido, queria ser médico. Coloquei na balança o curso de medicina sozinho, então percebi que médico é um profissional muito respeitado e geralmente com uma boa condição financeira, sem contar com o fato de que eu estava numa escola que preparava os alunos para isso. Tinha tudo a ver e já tinha decidido o que eu queria, ser médico formado por uma faculdade pública (na minha casa desde cedo deixaram claro que eu não faria particular). No terceiro ano do segundo grau percebi que minhas habilidades específicas nada tinham a ver com medicina, eu era muito bom em matemática e ficava com sono só de pensar em qualquer coisa da área biológica. Mas ser médico é legal, bora tentar! Por pouco não passei, mas tudo tem seus motivos.

"Medicina é assim mesmo, tenta mais um ano". Continuei estudando bastante no cursinho dessa mesma escola, fiz o vestibular para Medicina no Pará e Engenharia Mecânica na UFMG. Passei na UFMG, mais uma vez não deu em med, e para ser bem sincero eu nem sabia o que um engenheiro mecânico faz. No segundo ano de cursinho resolvi, pela primeira vez na vida, colocar outros cursos na balança. Haviam Direito, Medicina e Engenharia. Como para mim Direito nunca foi opção, restou engenharia, e tinha tudo a ver comigo já que matemática era a minha matéria preferida. Fiz o vestibular e passei em Engenharia Civil na UFPA e na UFRJ, e em Engenharia de Produção na UNIRIO. Optei pela UFPA e, ao entrar na faculdade, percebi que boa parte da minha turma tentou outros cursos antes e depois optou por engenharia. Não era só eu que não sabia o que fazer.

(Dei glória quando me livrei das apostilas de exercício do cursinho)

Meus pais, meus amigos e eu estávamos felizes pela minha entrada na faculdade, mas essa felicidade durou pouco, ainda não era engenharia. Depois de um ano cursando, eu decidi que não ia sair do curso enquanto não soubesse para qual mudar, então empurrei três semestres de Civil com a barriga e dentro da própria Engenharia eu conheci a Arquitetura, o motivo que eu precisava para largar o curso. Ouvi de todas as direções possíveis as críticas de como o mercado de trabalho de engenharia é muito mais amplo, de como o salário é melhor, como o engenheiro é mais respeitado ou sobre a quantidade de vagas em concursos públicos. Ouvi tudo, mas já tava decidido. Fiz vestibular, passei em Arquitetura na UFPA, e aqui estou eu 4 anos depois cursando o primeiro semestre de arquitetura, gostando muito, e me perguntando quantas pessoas não passaram por situações como essa.

(Pará tem as melhores comemorações)

Quantos médicos, engenheiros, advogados ou arquitetos frustrados existem? Quantas pessoas deixaram de descobrir suas verdadeiras vocações por não terem tido, como eu, a oportunidade de se conhecer melhor e mudar de curso? 17 anos não é cedo demais para tomar uma decisão tão importante? Aliás, existe uma idade certa?

São essas e muitas outras perguntas que eu me faço. A maioria não sei a resposta, mas uma coisa é certa: é preciso apoiar e estimular essa busca pela própria vocação. Muitos vão atrás de apoio mas acabam sendo puxados para baixo pelos amigos e até pelos familiares. O segredo é sempre incentivar. Incentivem mais um ano estudando para entrar no curso desejado, incentivem as mudanças de curso e todas as buscas pela verdadeira vocação. Incentivem a felicidade. O mundo já tem pessoas frustradas demais, e não tem coisa melhor do que fazer aquilo que gosta. O segredo é sempre incentivar.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O poder da fotografia.


O poder que a fotografia tem é surpreendente: ela é capaz de registrar para toda a eternidade, em um certo ângulo, um certo momento, de uma certa cena, que nunca mais vai acontecer, não importando o quão parecido seja. Assim como nenhum pôr do sol é igual, momento algum se repetirá. Sempre será uma cena diferente, em um dia diferente, vista de um ângulo diferente por uma pessoa diferente. Por isso deve-se viver intensamente cada instante (e registrá-los), eles são únicos.

E que poder maravilhoso as fotos têm! Basta dar o clique certo e pronto, a confraternização é registrada, a risada é capturada, o abraço é gravado e o casamento eternizado. Basta um clique para aquele momento não ser perdido apenas em lembranças, e então a história poderá ser contada e recontada, com palavras e imagens – que valem mais que mil palavras.

(Essa foi em uma das minhas primeiras ações como palhaço – como podem ver, essa não foi em hospital. O menino de azul havia acabado de cair no chão e estava chorando bastante, então o Potoca e a Birra – meu palhaço e da Vitória – deram um abraço curativo nele até que ele gargalhasse. AMO DEMAIS essa imagem.)

As fotos não são apenas capazes de remeter às nossas lembranças, mas de apresentá-las para alguém. Na foto a história é contada, a gente nasce, dá o primeiro passo, corta o cabelo pela primeira vez, dança naquela festinha da escola, faz homenagem para os pais e para as mães, vai ao cinema, viaja, namora, noiva, dá o beijo no altar, e vive feliz para sempre. E sim, é possível viver tudo isso sem as fotos, mas como é bom tê-las conosco! Como é bom ter aquela simples 3x4 de alguém na carteira, ou aquele álbum do nosso aniversário de 7 anos de idade. Que poder as fotos têm!

(Eu não sei onde essa foi tirada, e claro que nem lembro desse dia, mas sempre que vejo esse registro meu e da minha mãe me sinto extremamente bem, como se ainda estivéssemos nesse local, nesse dia, nessa hora. A proteção aqui está.)

Durante os meses em que eu morei sozinho no Rio (sem familiares e amigos de Belém), houveram muitos dias em que eu só respirava saudade. Saudade do abraço, da comida de casa, das conversas com os amigos, de passar pelo corredor e ver minha mãe mexendo no computador enquanto meu pai assistia tv no sofá. Aquela saudade boa que todo mundo já sentiu de certa forma fazia com que às vezes eu me sentisse sozinho. Até que um dia eu resolvi aproveitar os cliques, então mandei imprimir 50 fotos de grande significado para mim. Elas não tinham quadros ou molduras, apenas foram pregadas com fita adesiva no meu quarto, atrás da minha cama, e de certa forma eu sabia que não estava só.

(Essa aqui foi batida no dia em que eu ganhei a Sharon, a minha cadela. Ela tava muito assustada com o lugar novo, e por isso não conseguia sair do meu colo. Esse dia foi incrível.)

E vocês, já pararam para pensar nesse poder absurdo que as fotos têm? Vocês têm aquela foto que passa a sensação de que tudo vai dar certo? Eu tenho várias e ainda virão muitas. Aproveitem os momentos e as fotografias!

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Carolina - MA, Parte Final (Dia 5 + resumão)

Assim como o dia da ida, o da volta também é muito bom em qualquer viagem. Depois de uma semana cansando o corpo e relaxando a alma, estávamos prontos para voltar, mas não sem antes passar por uma última cachoeira para dizer esse adeus. 

(A cachoeira do adeus)

DIA 5 (22 de julho, sexta-feira): CACHOEIRA DE ITAPECURU + VOLTA PARA BELÉM

Como esse seria o dia em que voltaríamos para casa, na quinta-feira arrumamos as nossas coisas antes de dormir. Acordamos cedo, colocamos tudo nos carros, pagamos a pousada e fomos visitar a cachoeira de Itapecuru, a mais próxima da cidade, a 30 km de Carolina.

O valor para o acesso no local é de 20 reais (10 a meia), e na entrada tivemos um pequeno problema: eles cobraram inteira da Rafinha, de 8 anos de idade, porque não tínhamos carteirinha de estudante dela. Um absurdo. Em Itapecuru tem duas quedas d’águas próximas uma da outra, chamadas de cachoeiras gêmeas, e um lugar bem extenso por onde a água passa e se toma banho. Lá é possível sentar na queda da cachoeira direita e receber uma massagem relaxante nas costas. Não demoramos lá para não sairmos muito tarde de volta para Belém, mas o estresse com relação à entrada deixou uma má impressão.

Curiosidade enviada por Gustavo Melo: "a cachoeira era, na verdade, trigêmea, até que houve uma construção de uma barragem para uma hidrelétrica, o que mudou a geografia do local."

(As gêmeas, de fato, são muito bonitas)

Agora sim, pé na estrada que a viagem é longa! Saímos de Carolina às 11 horas. Na volta eu dormi quase o caminho inteiro e foi tudo bem tranquilo, com troca de motoristas para descansar, parada para almoço em Imperatriz, e algumas pausas para alongar as pernas e ir ao banheiro. Como boa parte da viagem foi feita a noite, fomos mais cautelosos na estrada e, apesar de pararmos menos que na ida, fizemos também 12 horas no percurso, chegando em Belém às 23 horas da noite. O êxtase da viagem se prolongou por muito tempo, e os laços firmados entre o grupo ficará para sempre. Que venha a próxima viagem!


CAROLINA - MA: CARACTERÍSTICAS GERAIS E PREÇOS.

Grupo:
-Adriel, Cauê, Drielly, Giovana, Gustavo, Julio, Patrícia, Pedro, Rafaela e Victoria (10 pessoas).

Período:
-18 a 22 de julho.

Transporte ida e volta:
-TR4 e um Renegade.
200 reais para cada de gasolina

Hospedagem:
-Pousada Morro do Chapéu.
2 quartos triplos e 1 quádruplo.
200 reais (50/diária para cada).
Inclui café da manhã.
Contato: (99) 3531-8571

Passeios
-Poço Azul.
50 reais a entrada (25 a meia).
Inclui Cachoeira dos namorados.
Inclui Cachoeira Santa Paula.
Inclui Cachoeira Santa Bárbara.
40 reais a tirolesa (não indico).
-Encanto Azul.
30 reais o transporte do estacionamento para a trilha do poço.
-Cachoeiras São Romão e Prata.
75 reais o transporte (com guia).
20 reais a entrada (10 de cada cachoeira).
-Complexo Pedra Caída (não utilizamos todos os serviços)
50 reais a entrada (25 a meia).
25 reais passeio cachoeira do Santuário.
70 reais tirolesa de 1200 m.
80 reais tirolesa de 1400 m.
50 reais subida para a pirâmide pelo teleférico.
25 reais subida para a pirâmide pela trilha suspensa.
40 reais passeio para cachoeiras da Caverna e do Capelão.
40 reais passeio para cachoeiras Garrote e Porteira.
-Cachoeira Itapecuru.
20 reais a entrada (10 a meia).

Indicamos para conhecer na cidade:
-Hot Bel (Lanchonete com suco incrível).
-Chega Mais (Restaurante flutuante na beira do rio Tocantins).

Útil na viagem:
-Google Maps (usar como guia GPS).
-Máquinas que possam molhar e/ou aparelhos com capinhas a prova d’água.
-Água mineral (levar para onde for).
-Protetor solar.
-Remédios gerais (antialérgicos, para dor de cabeça, etc)
-Sempre ter uns snacks e biscoitos no carro (muitas vezes esses lanches são mais gostosos do que os oferecidos pelo local visitado)
*Eu não usei tênis em nenhum dia, nem senti falta, mas pode ser útil.

Valor total:
Claro que o valor total da viagem varia de pessoa para pessoa, pois nem todo mundo faz todos os passeios (eu, por exemplo, não fui na tirolesa) ou come a mesma quantidade, mas a nossa viagem ficou entre 900 e 1100 reais para cada um com tudo incluso (transporte, hospedagem, passeios e alimentação) e de uma forma bastante confortável, sendo então uma viagem incrível de 5 dias por um preço super acessível.

Enfim, foi muito bom dividir com vocês a nossa viagem. Carolina é um lugar maravilhoso, mas ainda pouco conhecido pelas pessoas. Na internet nós encontramos poucas informações e relatos sobre essa viagem, e por isso resolvi fazer postagens tão descritivas sobre. Espero que tenha estimulado e ajudado quem queira conhecer as belas cachoeiras de lá. Qualquer dúvida, estou aqui.

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Quer saber detalhadamente as características dos passeios e tudo o que aconteceu na viagem? Confira tudo nos demais posts sobre Carolina - MA clicando aqui!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Carolina - MA, Parte 4

O Complexo da Pedra Caída é como um Resort construído a 36km do centro de Carolina. Destinado ao turismo de aventura e perfeito para um passeio em família (atendendo aos desejos de todas as idades e gostos), o complexo possui 25 quedas d’águas, tendo o Santuário como a sua principal.

(Carolina, o dia 4)

Dia 4 (21 de julho, quinta-feira): COMPLEXO PEDRA CAÍDA
Depois de três dias intensos de viagem, escolhemos Pedra Caída como destino do quarto dia. Como o complexo fica próximo da cidade, nesse dia acordamos as 8 horas da manhã, tomamos café, e partimos em destino ao local. Logo quando chegamos, já percebemos a diferença estrutural, se comparada com as demais cachoeiras. Logo na entrada fizemos o cadastro do grupo e nos foi dada uma pulseira, a qual chamaremos de pulseira do capital, onde ficaria registrado todos os gastos (isso é um perigo, porque só vamos acumulando as despesas sem termos um real controle do valor gasto).

Algo que nos assustou em Pedra Caída foi que além de pagarmos para entrar, tivemos que comprar cada passeio para qualquer lugar do complexo, um verdadeiro mercado turístico. Disparado é o dia mais caro da viagem, mas que acaba valendo a pena em certos aspectos. A entrada saiu por 50 reais para cada (25 a meia), e quando chegamos já compramos o passeio para a cachoeira do Santuário, no valor de 25 reais, tudo adicionado na pulseira do capital.

(A primeira impressão é boa)

Na ida para a cachoeira fizemos um caminho de 600 metros com um grupo de mais umas 10 pessoas, andando em uma trilha sobre passarelas que desciam no Cânion do Santuário. Durante o trajeto são feitas algumas paradas, onde já é possível se deliciar com as águas minerais totalmente transparentes que jorram dos paredões, e contemplar as pedras que foram esculpidas pela natureza por milhões de anos. O passeio continua em um caminho de água (batendo no joelho e coxa), e termina com a chegada na própria cachoeira.

Ao chegarmos na frente da cachoeira do Santuário, pudemos perceber o porquê de ela ter sido eleita como a mais bonita do complexo. De fato, ela é diferente das outras: a queda d’água acontecia numa espécie de caverna, onde se repetia aquela sensação que pudemos sentir em outras cachoeiras. Mas lá era diferente, lá era paz.

(Dá pra respirar paz)

Ao contrário das demais, onde um clima de felicidade nos levou de volta aos tempos de crianças, aqui era possível sentir algo na esfera espiritual. A certeza de Deus estava ali, e nesse clima começamos a aproveitar. Dessa vez, não eram sorrisos de crianças, mas de adultos que estavam encantados com tudo aquilo. Chegamos perto da cachoeira, sendo banhados direto da água que caía, e de certa forma a alma ali era lavada. Tentamos fazer alguns registros, mas não saíram tão bons devido à baixa luminosidade e dessa vez vou usar o Slogan do próprio complexo da Pedra Caída: “Não dá para descrever, tem que conhecer”.

Na volta, passamos também pela Ponte Pênsil, onde dá para ver o Cânion de cima.  Agora sim o passeio do Santuário havia sido completado.

*Evitem levar mochila e itens que não possam ser molhados

(A ponte pode ser de titânio, mas sempre parece que vai cair)

Quando voltamos do passeio, fomos ver as informações sobre as tirolesas da Pedra Caída. São duas, uma de 1200 metros, no valor de 70 reais, e outra de 1400, no valor de 80, ambas ficam a quase 400 metros de altura, sendo consideradas as mais altas da América Latina. Metade do nosso grupo optou por fazer a descida na tirolesa de 1400 metros, e a outra metade escolheu ficar na piscina ou subir apenas para a Pirâmide Mística (o ponto de descida da tirolesa fica ao lado da pirâmide mística, no topo da serra). Eu escolhi apenas subir para visitar a pirâmide e, acreditem se quiser, é preciso pagar 25 reais para fazer a trilha (cômico de tão absurdo, mas vida que segue), tudo adicionado na pulseira do capital.

Para chegar ao topo do morro onde ficam a tirolesa e a pirâmide, é possível escolher duas opções: subir pelo teleférico, no valor de 50 reais, ou por uma trilha suspensa, no valor de 25 reais (já falei que é um absurdo pagar pra fazer trilha?), já inclusa para quem vai na tirolesa. Todos optamos ir pela trilha. Primeiramente, é preciso pegar uma jardineira do próprio complexo que deixa na entrada da trilha, e a partir de então é tudo sozinho.

Quando subimos nessa trilha já havia passado das 11 horas, então o sol não contribuiu muito e fez a subida ser um pouco sofrida. Após algumas pausas para descanso enquanto tentávamos vencer aquela trilha de quase 400 metros de altura, chegamos ao topo num tempo de mais ou menos 30 minutos.

Quando chegamos ao cume, em clima de Vidas Secas, tomamos um pouco de água que havíamos levado (MUITO IMPORTANTE) e fomos direto para a Pirâmide Mística. A pirâmide é um espaço super tranquilo onde as pessoas vão para meditar e relaxar e, depois dessa subida, com a gente não foi diferente. Chegamos lá e já estava tocando uma música relaxante, então vimos um tapete no chão com várias almofadas e nos jogamos. Apesar do calor atrapalhar bastante (lembrem-se, era quase meio dia e a pirâmide é de vidro!), o cansaço falou mais alto, e em pouco tempo a maioria de nós já estávamos cochilando. Não tenho certeza de quantos minutos ficamos lá, acredito que poucos, mas pareceu uma soneca de horas.

(Preciso de um lugar exatamente assim na minha casa)

Passado o cochilo, já na hora do almoço, precisávamos voltar, uns de tirolesa e outros – inclusive eu – pela trilha. Como não desci na tirolesa, vou deixar aqui o relato de um dos que desceram.

("Eu tenho medo de água mas nem um pouco de altura. E descer naquela tirolesa era algo que me deixava muito ansiosa, mas não com medo. A subida é bem exaustiva, demoramos uns 30 minutos até chegar ao topo, mas, quando chegamos lá, tudo valeu a pena. Fui a primeira a descer para encorajar a minha amiga Drielly que estava se tremendo toda hahaha. Confesso que na primeira corrida para me jogar naquele mundão verde, amarelei e recuei. As cordas estavam parecendo soltas e pensei que eu ia me jogar e morrer! Olhei pra trás e o Pedrinho falou: 'Vai Vic, isso não é água!', foi aí que sai correndo e me joguei de verdade. Foram 60 segundos de gritaria e sensação única de liberdade. 80 reais muito bem pagos! Experiência Incrível. – Victoria Pessoa")

Voltar pela trilha foi muito mais fácil (para descer todo santo ajuda), não precisou de pausa para descanso, e por isso conseguimos fazer em uns 15 minutos. Quando chegamos ao final da trilha, a jardineira do complexo deveria estar lá nos esperando, mas não estava. Restou-nos uma saída: fazer esse caminho a pé, e como eu estava de férias e acompanhado, ir pela estrada não foi tão sofrido (em outras situações eu teria ficado muito puto chateado). Quando estávamos finalizando o caminho, a nossa carona passou e, como somos muito espiritualizados, subimos sem reclamar. Chegou a hora do almoço.

(Quem olha não imagina que a Drielly tava se tremendo toda)

Antes de comermos, reservamos o nosso próximo passeio dentro do complexo, das cachoeiras da Caverna e do Capelão, no valor de 40 reais para cada, tudo adicionado na pulseira do capital. Agora sim, chegou a hora do almoço.

O restaurante do resort é muito bom, bonito, com bastante variedade de comida e funciona de acordo com o número de pessoas dentro do Complexo. No caso, sempre que houver um número inferior a 80 pessoas, o restaurante funciona à la carte; se o número for superior a 80, será servido self service. No dia em que fomos haviam mais de 80 pessoas, e por isso nosso almoço foi por kg (não lembro o valor, mas não passava de 40 reais/kg). Na hora do almoço tivemos um problema: no momento de passar o valor da minha refeição na pulseira do capital, a moça disse que já havíamos ultrapassado o limite de MIL E QUINHENTOS REAIS, e por isso não poderíamos acrescentar mais pedidos naquela pulseira.

O valor é alto e parecia que estava muito acima, mas analisando que éramos 10 pessoas e que na Pedra Caída tudo se paga, acabamos entendendo os 1500, só não entendemos porque essa informação não havia sido passada para a gente antes. Então fomos informados que o certo seria cada um possuir uma pulseira e que foi um erro termos recebido apenas uma. Eu estava faminto, então pedi para ela anotar o valor do meu prato que depois eu resolveria isso (hora da comida é sagrada). Enquanto estava comendo, ela apareceu com uma pulseira do capital nova com o meu almoço já adicionado. Estava tudo resolvido.

(Organizado e bonito)

Após o almoço, esperamos um tempo para fazer o nosso passeio para as outras duas cachoeiras. As visitas nessas cachoeiras têm horário marcado e é feito em uma jardineira. No caso, haviam duas jardineiras cheias fazendo o passeio nesse horário, o que prejudicou bastante devido ao grande número de pessoas.

Na primeira cachoeira, da Caverna, nós quase não aproveitamos. Era um lugar muito pequeno para um grande número de pessoas, então acabou que não havia espaço para se movimentar, e pela quantidade de gente, acabamos nem indo receber a queda da cachoeira nas costas. A água batia no meio da coxa, então também não era possível nadar. Voltamos para o veículo decepcionados: o complexo deveria perceber que não rola duas jardineiras fazendo esse passeio no mesmo horário! Quando chegamos na segunda cachoeira, do Capelão, fomos os primeiros a descer do veículo e saímos na frente para a queda d’água.

Nessa cachoeira havia uma parte mais funda e lugares onde poderíamos subir para fazer saltos. Agora sim algo chamava a atenção! Porém ainda era pouco, e dois minutos depois essa cachoeira também ficou apertada devido à grande quantidade de pessoas, mas dessa vez tentamos ignorar, pulando na água. Pulamos várias vezes, até cansarmos e voltarmos para a jardineira. As cachoeiras são bonitas e o passeio até pode ser bom, mas pra gente não valeu os 40 reais. Essas cachoeiras foram decepcionantes.

Assim que fomos deixados de volta, decidimos ficar na área das piscinas, e foi a melhor ideia de todas. Ficamos sentados na borda da piscina das crianças, olhando os toboáguas, lembrando dos tempos de criança, mas a verdade é que a gente não pode se prender em números. Por isso, decidimos descer no toboágua, e o momento criança do dia aconteceu. Descemos de frente, de costas, sentados, deitados, de todos os jeitos, tudo por entre as crianças que também estavam lá, e nada mais importava. Descemos repetidas vezes, até cansar, então fomos para a piscina dos adultos relaxar admirando o sol se pôr, e mais uma vez fomos presenteados com um belo degradê no céu. Após um incrível fim de tarde, pagamos nossas pulseiras do capital e voltamos para Carolina.

(Pôr do sol sempre vale a pena)

Chegamos na pousada, e nos arrumamos para sair. Na noite desse quarto dia decidimos jantar em um lugar diferente, que sempre é indicado por quem vai para Carolina, o Chega Mais, um restaurante flutuante localizado na beira do Rio Tocantins, onde é possível ver, do outro lado da margem, o próprio estado de Tocantins, iluminado pelas luzes da cidade. O cardápio do restaurante é bastante variado, podendo pedir sanduíches, pizzas e diversos pratos por um bom preço. Eu pedi sanduíche e achei muito bom, já o restante do grupo pediu pizza e filé, estando ambos bons, mas nada de outro mundo. O restaurante ganha mesmo pelo ambiente, comer na beira do rio com aquela iluminação noturna é o diferencial.

Na saída do Restaurante, conhecemos dois rapazinhos que estavam “reparando” os carros, com idade entre 8 e 12 anos, e tivemos a oportunidade de visitar seus corações. Compramos um lanche para eles e conversamos sobre a escola, suas famílias, o que eles gostam de fazer e do que gostam de brincar. Cada palavra que saía da boca deles era como uma lição de inocência e simplicidade que nos atravessava, e ali a pureza era perceptível. Eles com certeza foram o ponto mais alto da nossa ida ao Chega Mais.

(Se esses serumanínhos tivessem ideia de como são especiais!)

De lá passamos na praça da cidade para tomar um suco e nos despedir do Marcelo, dono do suco do céu (falo do suco na postagem 2). Ficamos um tempo na praça ouvindo música, compramos 2 litros de suco para levar para casa e então fomos dormir. Santuário, Pirâmide Mística, Toboágua e pôr do sol. Boa noite, quarto dia, boa noite, Carolina, já tá chegando a hora de ir embora!

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*Pra não fazer uma postagem muito grande, resolvi dividir a viagem de Carolina em vários posts. Fiquem de olho que nos próximos dias sairá o restante!*

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Carolina - MA, Parte 3

Por serem de difícil acesso, as cachoeiras da Prata e São Romão dificilmente fazem parte de pacotes turísticos para Carolina, e essa foi uma das principais vantagens de viajarmos independentes de qualquer empresa de turismo: esse dia NÃO PODERIA ficar de fora do nosso roteiro. Antes de irmos, o Cauê, sem saber, salvou o dia indo numa padaria próxima à pousada comprar uns lanches pra gente comer durante o dia. Esses lanches foram essenciais (anotem).

(Carolina, o dia 3)

Como já dito, as cachoeiras desse dia são de difícil acesso, o que significa que é preciso sim contratar um especialista, mas deixa antes eu explicar melhor sobre o trajeto. A distância de Carolina para a Cachoeira da prata é de 80 km, sendo que dessa distância total, 30km são de estrada asfaltada e 50km em uma estrada de terra e areia fofa. Além de apenas carros traçados conseguirem passar, a estrada é composta por várias bifurcações e porteiras, exigindo um guia que conheça a região.

Devido a essas exigências, o nosso dia 3, na verdade, começou no dia 2. Na própria pousada nos informamos sobre o passeio e onde conseguiríamos contratar alguém que nos levasse até as cachoeiras. Nos foi dado o número do Manuel, um rapaz gente boa que fez o passeio por 75 reais/pessoa + entrada nas cachoeiras (inicialmente seriam 80 reais pra cada + entrada nas cachoeiras, mas como nosso grupo era de 10 pessoas, conseguimos negociar por 75 e sem cobrar o valor da Rafinha, de 8 anos de idade). Combinamos com ele para sairmos às 8 horas e, enfim, fomos dormir esperando pelo dia 3.

(Crianças - a gente - passeando)

Dia 3 (20 de julho, quarta-feira): CACHOEIRA DA PRATA + CACHOEIRA SÃO ROMÃO
O passeio para as cachoeiras da Prata e São Romão exigem um dia inteiro dedicado a elas. Acordamos cedo, tomamos café, e às 7:50 h Manuel já estava na pousada nos esperando. Subimos na Jardineira e partimos em direção à Cachoeira da Prata. A duração do percurso para a primeira cachoeira foi de 2 horas (lembrando que são poucos km, mas boa parte em estrada de areia).

Logo chegando na entrada para a cachoeira, percebemos que ela é bem menos frequentada que os demais pontos turísticos, que costumam lotar estacionamentos. Para chegar na queda d’água, é preciso fazer uma mini trilha de 5 minutos. Quando chegamos lá, percebemos que não é uma cachoeira, mas são várias caindo num mesmo lugar, criando uma correnteza que com certeza dá um certo trabalho para quem tem dificuldade com nado (cuidado com as crianças).

(A força dessas cachoeiras é impressionante)

As duas quedas d’águas são fortes e caem sobre pedras, por isso não é possível receber aquela massagem nas costas que as demais cachoeiras oferecem. Em contrapartida, o volume de água é enorme, muito bom para quem gosta de nadar.

Não sei se foi pelo fato de terem poucas pessoas por lá, mas a água da cachoeira da prata foi uma das minhas preferidas (gosto de privacidade e quando tem um espaço bom para nadar). Atravessamos as margens algumas vezes, até nos cansarmos para aproveitar o poder relaxante da água. Ficamos por lá mais ou menos das 10 às 11:30 h, fizemos a trilha de volta, pagamos os 10 reais de taxa e seguimos na Jardineira para São Romão comendo alguns lanches (reforçando, essenciais).

(Devido à profundidade e correnteza, pode haver dificuldade em tirar foto na água)

Da cachoeira da Prata para São Romão são mais 30 km em estrada de areia, com duração de mais uma hora (que pareciam ter sido duas por ter sido na hora do almoço). Chegando na segunda cachoeira, só foi preciso esperar nosso almoço ser servido, e vou explicar o porquê. Para melhor atender seus clientes, o restaurante que fica na cachoeira de São Romão trabalha com agendamento de pedidos, podendo escolher entre Carne de Sol, Galinha Caipira e Peixe. O almoço, muito bom e bem servido, podendo pegar os acompanhamentos à vontade, saiu na média de 20 reais para cada um. Almoçamos bem e conversamos por um bom tempo, descansando.

Mesmo já estando lá, ainda não fazíamos ideia da dimensão do que era a cachoeira São Romão, a mais volumosa da região. Então, depois do almoço, fomos levados pelo guia para ver a cachoeira de cima e nos surpreendemos. Toda aquela água passando na nossa frente só aumentou a ansiedade pelo momento mais esperado do passeio: passar por trás da cachoeira.

(Dá vontade de pular, mas não faça isso!)

Pegamos a trilha e seguimos para o local que levava para trás da cachoeira. Medo, ansiedade, emoção, TUDO JUNTO. Passar por trás da cachoeira mexe com todos os nossos sentidos. Ainda estávamos entrando por trás da cortina de água e já era possível sentir. Havia o barulho que a água fazia na queda, o cheiro de pedra molhada, o toque que os respingos faziam contra a nossa pele e os diversos arcos-íris que se formavam ao nosso redor. Um sentimento de felicidade tomou conta na hora, e mais uma vez voltamos à infância. Gritávamos para fazer eco, abríamos a boca para entrar respingos, e quase procuramos ouro no pé do arco-íris. A aventura ia começar.

(Sorrisos Infantis)

Devido ao seu tamanho, é difícil não hesitar um pouco ao ver toda aquela cachoeira e a trilha entre as pedras pela primeira vez. “Será que vou escorregar?” “Não é perigoso?” “E se eu cair nessa água?”. O segredo é deixar a emoção falar mais alto, e então perceber que essas perguntas são apenas impulsos de um medo natural. A resposta certa, para aquela cachoeira, tem que ser “BORA!”. Com cuidado então, protegemos os nossos ouvidos para não entrar água e começamos a caminhar entre as pedras, passando por trás da maior cachoeira da viagem. Conforme íamos andando, subindo e descendo as pedras, o medo ia desaparecendo e a ligação com a natureza ia tomando o seu lugar, assim como tomou no Encanto e no Poço azul (sdds). Estávamos passando por mais um lugar encantado.

Chegando no final da cortina de água, a gente só se olhava e, olhando para o céu, agradecia. Agradecia por esse terceiro dia de viagem, pelo segundo, pelo primeiro, pelos próximos e, principalmente, agradecia por essa cachoeira.

(Como mágica, os arcos-íris se formavam entre a gente)

Mas não acabava por aí, depois da cachoeira ainda havia uma mini trilha que poderia ser feita, contornando o muro de rochas de onde caía a água. Esse caminho por entre as pedras deve ser feito com cuidado, e só o fizemos porque estávamos com o guia. Ao terminarmos o caminho, pudemos ver do outro lado da margem a cachoeira com o coração ainda batendo forte.

Atravessamos de volta, a nado, nos unimos ao resto do grupo (nem todo mundo fez essa trilha no final), e passamos o resto da tarde desfrutando daquela água, com um belo céu azul, e de fundo a São Romão.

(Cachoeira impressionante)

Já se aproximava das 17 horas e era preciso ir embora, então nos secamos, pagamos a taxa da cachoeira no valor de 10 reais, subimos na jardineira e fizemos o percurso da volta de 2h30 min enquanto saboreávamos os lanches (essenciais). O guia Manuel nos ofereceu um bônus e parou, no meio do caminho, para um ótimo banho em um riacho de águas cristalinas, a fim de aliviar o calor e os sacolejos da volta. Dessa forma, na hora do Pôr do Sol ainda estávamos na estrada de areia e, por isso, não pudemos contemplá-lo como nos outros dias, então apenas sentimos a temperatura abaixando, e tudo ficando mais calmo.

Chegamos na pousada às 19:30 h, tomamos banho, e fomos para a praça fechar o dia mais uma vez tomando o suco do céu (falo do suco na postagem 2). Lanchamos e decidimos ir descansar. O dia havia sido longo e no seguinte iríamos para o complexo da Pedra Caída. Jardineira, Quedas d’águas, Cortina de água e mais suco do céu. Boa noite, terceiro dia, boa noite, Carolina, QUE VENHA O DIA 4!

Não se esqueçam:
São muitas experiências vividas por aí para guardar tudo para si. Aqui no blog tudo é nosso!

*Pra não fazer uma postagem muito grande, resolvi dividir a viagem de Carolina em vários posts. Fiquem de olho que nos próximos dias sairá o restante!*

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

5 histórias emocionantes envolvendo Pokemon Go

Pokémon Go é um jogo de realidade aumentada voltado para smartphones produzido pela Niantic. O aplicativo chegou oficialmente ao Brasil no início de agosto e, com apenas uma semana disponível para Download no país já virou a maior febre nacional. Nas ruas e nas casas, nos pontos turísticos e nos pontos esquecidos, todo lugar é bom para se capturar os mais diversos pokémons (ou pelo menos um Ratatá). Como vocês sabem, tudo o que é novo acaba virando alvo de elogios e críticas, e com o jogo não foi diferente.

Por isso, separei 5 HISTÓRIAS EMOCIONANTES que todos deveriam ler antes de falar sobre Pokemon Go, seja bem ou mal.


1. POKÉMON GO TRANSFORMOU A VIDA DE JOVEM AUTISTA QUE NÃO CONSEGUIA SAIR DE CASA

O Autismo ou TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento cerebral. As pessoas com autismo normalmente têm dificuldade em fazer interações sociais, desenvolver a linguagem e se comunicar, seja verbalmente ou não, e têm também respostas diferentes a informações sensoriais.

Com Adam Barkworth não era diferente. O adolescente britânico de 17 anos não saía porque passava mal com o barulho, estando os últimos 5 anos em casa. Segundo a mãe do jovem, quando ele ia para rua, começava a se tremer, ter dor de estômago e outros efeitos, por apenas estar com outras pessoas, conversando, falando alto.

O jogo Pokémon Go estimulou o adolescente a sair de casa. Sua mãe diz que agora ele passa horas em busca de pokémons e que, além disso, Adam passou a interagir com outras pessoas em sua jornada.


2. HOSPITAL USA POKEMON GO PARA ESTIMULAR CRIANÇAS DOENTES A SAÍREM DOS QUARTOS

Desde quando comecei a visitar hospitais como palhaço voluntário, pude perceber a monotonia que o ambiente hospitalar tem, principalmente para os pacientes mais novos. É comum encontrar crianças tristes que não têm vontade de sair da cama, nem que seja para dar uma volta no corredor do hospital. As enfermeiras, usando da criatividade, tentam criar jogos com os pacientes para que eles possam se locomover.

E é nesse espírito de jogo que um hospital de Michigan, nos Estados Unidos, resolveu usar o aplicativo para fazer as crianças internadas saírem de suas alas, tarefa muito difícil para elas, por se sentirem desmotivadas e cansadas do tratamento.

Agora as crianças brincam umas com as outras e fazem interações com os Pokémons que passam pelo hospital, chegando a bater foto com eles antes de captura-los.


3. UM ABRIGO DE CÃES ESTÁ CONSEGUINDO VOLUNTÁRIOS PARA PASSEAR COM OS ANIMAIS ENQUANTO JOGAM POKEMON GO


Um abrigo em Muncie, nos Estados Unidos, está usando o jogo de uma forma diferente, convidando Caçadores de Pokémons para dar uma volta com seus cãezinhos. Segundo o próprio abrigo, a ideia é combinar o novo fluxo de pessoas caminhando ao redor da cidade com a necessidade do abrigo tem de levar os cães para passear.

Phil Peckinpaugh, diretor do abrigo, disse que o exercício e estímulo para os animais é algo extremamente necessário, e para isso a campanha foi feita. Phil complementa dizendo que se eles conseguissem com que os voluntários adotassem os animais, seria perfeito e o objetivo final seria alcançado.


4. POKEMON GO AJUDA JOVEM A LUTAR CONTRA A DEPRESSÃO

A depressão é um distúrbio afetivo que sempre acompanhou a humanidade ao longo de sua história. Os sinais da depressão normalmente são tristeza, pessimismo, baixa autoestima, falta de apetite, e outros sintomas que combinados podem levar ao suicídio.

Para jogar Pokémon Go você precisa sair do lugar e caçar com o celular. Isso tudo pode parecer normal e fácil para a maioria das pessoas, mas para quem tem depressão, levantar da cama pode ser uma tarefa árdua. Gi Conagher partilhou sobre a sua experiência com o jogo no Facebook, rebatendo críticas feitas sobre alienação dos jogadores. A postagem já foi compartilhada mais de 2,6 mil vezes. Um dia depois, o jovem postou no seu facebook falando sobre a repercussão, agradecendo a todas as pessoas que mandaram força.


5. AMIGOS DE JORNADA POKEMON

Claro que eu também iria sentir pessoalmente os efeitos do jogo. Até hoje jogo Pokémon Ruby emulado no computador e, como todos os da minha geração que cresceram apaixonados pelo desenho (quem não tinha a fita cassete do pokemon 2000?), eu também esperava ansioso pelo game.

Assim que autorizado no Brasil, baixei o aplicativo e esperei a movimentação dos meus amigos e conhecidos, mas não precisei de muito tempo: poucas horas depois o Grupo no Whatsapp já estava formado, com todo mundo comentando sobre o jogo e o fato de a nossa cidade ser infestada de Pidgeys e Ratatas.

Mas não foi só com meus amigos próximos, o Pokémon GO permitiu interação com pessoas que não faziam parte da minha rotina mas estavam no grupo. Se antes não tínhamos motivos para nos falar, agora temos de sobra, afinal, somos companheiros nessa Jornada Pokémon.



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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Carolina - MA, Parte 2

Devido as suas águas cristalinas, o Encanto Azul e o Poço Azul são lugares imperdíveis para quem visita Carolina. Na verdade, esses dois poços transparentes ficam no município de Riachão, a 130 km de Carolina, e o percurso até o estacionamento que dá acesso aos mesmos pode ser feito tranquilamente em carros não tracionados.

(Carolina, o dia 2)

Dia 2 (19 de julho, terça-feira): ENCANTO AZUL + POÇO AZUL.
Sabendo que os nossos destinos do dia 2 ficavam em uma outra cidade, nos programamos para acordar cedo. Organizamos nossas coisas, tomamos café, e às 8 horas já estávamos a caminho de Riachão. Chegando no estacionamento, às 10 horas, já enfrentamos nossa primeira decisão a ser tomada. De um lado havia o Encanto e do outro o Poço. Qual ir primeiro? O menino que nos chamava para descer para o Encanto Azul explicou que aquele era o melhor horário para ir, já que a luz do sol estava incidindo diretamente em suas águas, fazendo com que o azul ficasse mais bonito ainda (contra fatos não há argumentos). Fora isso, ao ir para o poço azul nós também passaríamos por outras cachoeiras e uma caverna, o que nos exigiria mais tempo. Decidimos visitar o Encanto azul por primeiro e passar a tarde desfrutando do Poço.

A ida para o encanto é feita por um serviço que contratamos na hora, saindo no valor de 30 reais por pessoa, e o trajeto é feito em uma 4x4. Areia, Esquerda, direita, abaixa a cabeça, galhos, areia, direita, esquerda, galhos e assim foi. Portanto, mesmo que você tenha uma 4x4, não vale a pena tentar fazer o passeio nela: serão muitos arranhões em um caminho que você não saberá para onde ir. Os 30 reais sim valem a pena.

(Cuidado com os galhos na cabeça)

Depois de uns 15 minutos brincando de desviar de galhos, fomos deixados no início de uma trilha que daria na entrada do Encanto Azul, e combinamos com o rapaz que às 12:30 h ele nos pegaria de volta. A trilha é bem simples e pode ser feita tranquilamente em uns 10 minutos. Terminamos a trilha e ainda não havíamos chegado lá, mas estávamos quase. O último desafio é a escada de madeira, nada mais e nada menos que APENAS 147 degraus. A essa hora vocês devem estar cansados só de imaginar a ida para esse Encanto Azul. 4x4, trilha e escada? Eu também pensaria, mas descobri que o encanto não está só no poço, ele começava a partir de agora. Conforme descíamos os degraus, o clima começava a mudar. Aquele sol da trilha já se perdia entre as árvores, o ambiente estava ficando mais úmido, e uma boa sensação de felicidade começou a tomar conta: estávamos próximos.

(A escada encantada)

Saindo da escada já era possível sentir o Encanto Azul. O chão estava mais frio, com pedras e uma água transparente que passava por nós, então bastaram alguns passos para que pudéssemos ficar encantados. Não consigo descrever o que passou na minha cabeça quando vi aquele azul pela primeira vez. Eu só conseguir sorrir, olhar para as pessoas e sorrir de novo. A criança achou o seu brinquedo preferido. Me joguei naquela água transparente, nadei para o outro lado, voltei, nadei para o outro lado, voltei de novo, e pensei “o menino tinha razão, esse sol na água faz toda a diferença”. Não era um azul, ou dois azuis, mas infinitos tons de azul. Azul claro, escuro, marinho, celeste e todos os outros que não conheço, em um só lugar, em uma só água, e eu estava tomando banho nela. Sobre a profundidade do poço eu não sei dizer, mas é fundo o bastante para não conseguir chegar lá – fizemos o teste.

*O poço não é todo fundo, ele tem partes mais fundas e partes rasas, então não se preocupem em relação a não ter onde se apoiar ou coisa parecida.

(Tudo azul)

Passada a euforia e o momento da criança que só queria gastar todas as energias ali, sentamos em uma pedra, ainda dentro do poço, e desfrutamos de mais um de seus poderes: relaxamento. Eu facilmente ficaria ali sentado o resto do dia, contemplando o azul e as rochas que tomavam conta de todo o ambiente, com aquela sensação de que nada mais importa. Ficamos mais um tempo conversando, com brilho nos olhos e prontos para visitar o próximo lugar. Os degraus não eram mais problema e a trilha da volta foi feita sem muito esforço. Com certeza tem alguma coisa especial naquele encanto azul. Já eram 12:30 horas e o Poço Azul nos esperava.

(Rafinha, de 8 anos, fez a trilha sem problemas)

O Poço Azul é mais bem estruturado que o Encanto. Lá tem restaurante, lanchonete, placas com sinalização, pulseirinhas de identificação e quem quiser pode até descer na tirolesa. A entrada custa 50 reais (estudante paga meia), e o adicional da tirolesa é 40. De início, a maioria de nós comprou a pulseira para ir na tirolesa, mas desistimos por ela não parecer valer tanto a pena (tem uma outra tirolesa na viagem que aparecerá na postagem sobre o complexo pedra caída).

*Importante: não pode entrar no poço azul com alimentos e bebidas.

Enquanto descíamos em direção ao poço azul, vimos que havia uma placa indicando para a cachoeira dos namorados. “É melhor irmos no poço azul por último, por ser a atração principal”, pensamos, e decidimos ir antes na cachoeira dos amantes. Lá é uma cachoeira bem pequena, mas, apesar do tamanho, tem um bom espaço para tomar banho. Esse espaço pequeno, por irem poucas pessoas, acabou sendo um dos lugares onde mais ficamos à vontade e vivemos o maior susto do dia.

(A menor cachoeira vale a pena)

Para registro de viagens como essa, câmeras a prova d’água são essenciais, e nós havíamos levado fora os celulares, câmeras GoPro, ótimas para registros sem preocupações quanto a entrada de água. Em um certo momento, a Vic queria bater uma foto e estava longe das câmeras, do outro lado da água. Esse problema poderia ser solucionado de dois modos: indo buscar a câmera para bater a foto, ou pedir para que alguém jogasse a câmera, correndo o risco de não conseguir pegar e fazer com que ela afundasse. “Pati, pega a GoPro aí e joga pra mim, por favor”, disse ela. Não tinha jeito, já estava escrito nas estrelas, a gente precisava passar por isso. Pati pegou a GoPro, e num arremesso digno de premiação pelo pior lançamento de GoPro do mundo, jogou diretamente na água. Victoria olhando. Pati olhando. Todos olhando. Câmera afundando.

O lado bom, como eu disse, é que a cachoeira dos namorados não cobria um espaço muito grande, o que facilitaria para achar a GoPro. O lado ruim é que, apesar de a água ser transparente também, não era o suficiente para enxergar o fundo. Não tinha jeito, íamos ter que brincar de caça ao tesouro, dessa vez valendo uma GoPro. Por sorte (tudo tá escrito nas estrelas), no momento em que perdemos a câmera, uma família estava passando pela cachoeira dos namorados, e eles tinham óculos de mergulho. Do mesmo modo que o Sr. Incrível veste a máscara para lutar contra o mal, vesti aqueles óculos de mergulho rosa e afundei em busca da câmera perdida. Voltei a superfície sem notícias boas, mas não poderia demonstrar isso para aquelas pessoas que confiaram em mim para tal trabalho. “Entrou água nos óculos”, eu disse então, ajustando-o e mergulhando de novo. Nadei, nadei, e rodei aquilo tudo nos 30 segundos sem respirar que minha asma permite, mas voltei sem câmera de novo. “Tá entrando muita água”, repeti, e com toda a fé que eu tinha em mim mergulhei pela terceira vez. Dessa vez os poderes das águas me ajudaram, e meus olhos foram direto para o local onde a GoPro tava. Peguei, fiquei orgulhoso de mim mesmo, e subi à superfície com o prêmio na mão. As pessoas ficaram felizes e deram gritinhos de felicidade, mas eu tenho a impressão de que multidões estavam me aplaudindo naquela hora. Retirei os óculos. Pedro Matos salvou o dia. Aliviamos toda essa tensão sentando com as costas na cachoeira – super relaxante – e então decidimos ir para a próxima.

(Massagem relaxante natural)

Já tínhamos escutado que, em certas épocas, a água do poço azul não ficava tão azulada. Quando chegamos na próxima cachoeira, nos deparamos com um enorme poço verde, com uma grande queda d’água, e sem ninguém. O poço azul não tava azul! Mas não deixamos o desânimo tomar o seu lugar, então apenas nos jogamos naquela água e aproveitamos aquele poço que deveria ter outra cor. Andamos sob as pedras, caminhamos pela cachoeira, fizemos pulos e gravamos vídeos. Ficamos um bom tempo ali, mas admitimos que aquele poço havia perdido para o Encanto azul. Ainda estávamos sem almoçar e já havíamos aproveitado ao máximo aquela cachoeira. Talvez estivesse na hora de ir embora...

(Reis do Poço Verde)

Arrumamos nossas coisas e, quando estávamos indo, percebemos que havia uma placa indicando mais dois lugares. O cansaço já tomava o seu lugar e hesitamos se iríamos ou não, mas como já estávamos ali, resolvemos dar uma chance. Chegamos perto da placa, olhamos para baixo e pudemos ver, de longe, uma cachoeira com uma água ainda mais transparente que a do encanto, um poço com o fundo cheio de pedras de formato redondo, o que tornava tudo mais bonito. ALI ESTAVA O POÇO AZUL. Nos entreolhamos, analisamos toda a situação e descobrimos que o poço verde na verdade é a cachoeira Santa Paula. Rimos. Gargalhamos. A gente já tava indo embora sem visitar o verdadeiro poço azul!

Seguimos a trilha em direção ao verdadeiro poço azul, e o cansaço foi embora. Tal como fora no encanto azul, quanto mais nos aproximávamos do poço, mais nos envolvíamos com o ambiente. A umidade estava aumentando e o ar de felicidade tomava conta da gente. De perto era mais impressionante ainda. A água era totalmente transparente (com certeza resgatar uma GoPro ali seria muito mais fácil). Entramos na água. Pulamos uma vez. Duas. Três. Várias. E enfim, depois do momento de criança, relaxamos lembrando que já estávamos indo embora sem conhecer o Poço, a principal atração do lugar. Rimos de novo.

(O poço é realmente transparente)

Saindo do poço azul, fomos ver a Cachoeira + Gruta Santa Bárbara, as últimas do dia. A gruta é bem pequena e possui um espaço reservado com uma oração para Santa Bárbara. Não ficamos muito tempo na caverna, então seguimos. Tudo na cachoeira Santa Bárbara é muito grande, desde seus 75 metros de queda até a área que a água cobre. Lá tem até uma corda que atravessa o espaço para facilitar o deslocamento das pessoas. Nadamos muito mais uma vez, passamos por trás da cachoeira, ouvimos o barulho das águas, tentamos – sem sucesso – nos comunicar por lá, e voltamos. Mesmo sendo visitada por último, depois das mais conhecidas, Santa Bárbara surpreendeu.

(Curiosidade do dia: só depois percebemos que nessa foto do Julio dá pra ver a imagem da Santa atrás da cachoeira)

Enfim, estava na hora de dar tchau. Já eram 17 horas, então fizemos um lanche lá no próprio espaço do Poço Azul e voltamos para Carolina. Admito que o dia foi bem puxado (nadar cansa!) e pra mim a volta estava sendo toda dormindo, até que fui acordado. Estávamos parados no meio da estrada, e eu não entendia direito o que tava acontecendo, mas bastou prestar mais atenção e olhar ao redor para entender: parada para o pôr do sol, ou melhor, parada para o Por do Sol + Nascer da Lua Cheia, cada um de um lado. Um dia inteiro andando em trilhas e nadando em cachoeiras pedia essa parada. Ficamos lá admirando o degrade laranja-azul que se formava, agradecendo pela viagem maravilhosa que estávamos fazendo. Agora sim poderíamos continuar o trajeto para Carol.

(Pôr do Sol sempre vale a pena)
(Acreditem: é a Lua)

Chegamos em Carolina, tomamos banho, nos arrumamos e fomos para a praça terminar o dia da melhor forma: comendo. Nesse segundo dia decidimos comer algum lanche na praça, e foi aí que conhecemos a lanchonete Hot Bel (quase certeza que é esse o nome), onde fomos atendidos pelo Marcelo. De início, parecia uma lanchonete comum, porém mal sabíamos que o melhor estava por vir. Pedimos sanduíches e sucos, que não demoraram muito para chegar. Todos provamos os sanduíches e aprovamos, então chegou a hora dos sucos. MAS QUE SUCO MARAVILHOSO É ESSE?! Sim, o suco tinha sabor de céu. Cupuaçú, maracujá, todos tinham sabor de céu. Foi amor ao primeiro gole. Estava decidido, todas as noites passaríamos ali para tomar o suco e viver essa paixão gastronômica. Esse suco era o que precisávamos para fechar o dia. Voltamos para a pousada gratos por esse segundo dia já imaginando quão maravilhoso seria também o terceiro. Poços Cristalinos, Cachoeiras maravilhosas, Pôr do Sol, Nascer da Lua, Suco do céu. Boa noite, segundo dia, boa noite, Carolina, QUE VENHA O DIA 3!

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*SOBRE O ALMOÇO
Antes de irmos para o poço azul, já havíamos lido em alguns lugares que o restaurante de lá não era tão bom, e por isso não fizemos questão de almoçar lá. Das 10 pessoas do nosso grupo, apenas Drielly e Pati almoçaram lá, comprovando o que já haviam nos informado: apesar do preço ser acessível, o restaurante deixou a desejar, com um atendimento ruim e pouca variedade.


*Pra não fazer uma postagem muito grande, resolvi dividir a viagem de Carolina em vários posts. Fiquem de olho que nos próximos dias sairá o restante!*

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