(Carolina, o dia 1)
Esse ano eu não tinha nenhuma viagem programada para o mês de julho, nada mesmo, seriam provavelmente aquelas férias onde eu aproveitaria tudo aquilo que eu tenho todos os dias, mas que não aproveito por não saber dar valor a uma boa rotina (tô trabalhando nisso). Não havia programado saídas para lugar nenhum, nem sequer para ir dar uma voltinha na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.
Até que no final do mês de maio me foi lançada uma proposta: “BORA PRA CAROLINA?”. “BORA!”, respondi na hora, e comecei a voar já imaginando o quão boa seria essa viagem, mas bastaram quatro minutos para que eu lembrasse do meu eterno drama universitário: “com que dinheiro?”. Tá, vamos nos organizar que vai dar tudo certo. Passei tudo pro papel, vi quanto de dinheiro eu tinha guardado no meu cofrinho de viagens, quanto de dinheiro eu conseguiria emprestado, tentei arranjar algum job pra conseguir grana, e pronto, deu.
(Sempre tenham um cofre)
Enfim, deu tudo certo, e graças a isso posso compartilhar com vocês tudo o que aconteceu nessa viagem, falando dos lugares que a gente visitou, de quanto a gente gastou, e tudo o que foi preciso para que a viagem acontecesse como aconteceu.
Mas antes disso eu queria apresentar para vocês meus companheiros de viagem, na seguinte ordem da foto: Cauêzio, Rafinha, Guga Painho, Victória Adotada, Gigi, Julio Nerd, Pati Mãinha, Adriel Suicida, Drielly Blacka e eu.
(Sempre viagem com as pessoas certas)
Dia 1 (18 de Julho, segunda-feira): BELÉM-CAROLINA + PÔR DO SOL NO PORTAL DA CHAPADA;
Por morarmos em Belém, relativamente perto de Carolina, fizemos essa viagem de carro. O percurso de 815 km é bem tranquilo e com uma estrada boa, sendo feito em 12 horas (BR-316 > BR-010; Passando por Castanhal, Paragominas, Açailândia, Imperatriz e Estreito). Trocamos de motoristas, fizemos algumas paradas para comer e dar uma esticada nas pernas. Saímos de Belém às 4:30 horas da manhã e às 16:30 horas estávamos passando em frente ao Portal da Chapada, um dos morros que ficam próximos da cidade de Carolina.
Antes de falar do portal da chapada, queria ressaltar uma de nossas paradas, no Milk Shake Mix, no Município Estreito-MA. Os milkshakes e os sorvetes são muito bons! Agora voltando pro portal.
Esse morro, em específico, tem um furo em uma pedra, o que sem dúvidas dá um charme. Como já sabíamos que ali teria um pôr do sol que valeria a pena (por do sol sempre vale a pena), resolvemos subir o morro e apreciar (deixamos os carros na entrada da trilha, que fica na própria estrada). A subida é um pouco íngreme, mas é feita em uns 20 minutos num ritmo bem leve. Vale levar um pouco de água, porque uma hora vai dar sede. Logo quando chegamos no topo do morro, na pedra furada, tivemos uma visão panorâmica da região, com uma bela vista para a cidade de Carolina, o morro do chapéu e até o rio Tocantins.
(Sempre andem com uma garrafinha de água)
Ficamos um tempo sentados na pedra furada conversando e descansando, caminhamos mais um pouco pelo morro, e logo tivemos a primeira grande emoção da viagem: O PEDIDO DE CASAMENTO.
Não sei quantos pedidos já foram feitos naquele morro, nem presenciei qualquer outro pedido lá, mas afirmo: esse foi o mais bonito. Eu estava lá admirando tudo o que aquela vista tinha para me oferecer, pensando que aquele dia não poderia ficar melhor, até que olho para o lado e o pedido estava se formando. Coração batendo forte, olhos brilhando, todo o nosso grupo envolvido. Pati subiu em uma pedra, Guga se ajoelhou e a magia começou.
“Amor, eu casaria mil vezes com você. Você é a pessoa que eu procurei pela minha vida toda. No dia em que eu botei os olhos em você eu soube que era com você que eu iria casar. Eu agradeço a Deus pela oportunidade de pedir você em casamento num lugar tão bonito e tão mágico, com pessoas tão legais e na frente de nossas filhas (...) Queria dizer que uma vida inteira é pouco para passar com você. Casa comigo?"
(Aproveitem cada momento)
A essa hora as lágrimas já haviam saído, os sorrisos bobos já tomavam conta da cena, e a certeza de que O MELHOR ESTÁ POR VIR mais uma vez foi confirmada. Essa viagem prometia. Aguardamos o sol se pôr com pássaros passando, o céu trocando de cor num gradiente digno de pedido de casamento e uma tranquilidade que só a natureza pode oferecer. Com esse belíssimo fim de tarde fomos recebidos em Carolina.
(Todo pôr do sol vale a pena)
Chegando na cidade, fomos direto para a pousada Morro do Chapéu (havíamos reservado com uma semana de antecedência). A pousada é bem organizada e simples, com toalhas e lençóis bem arrumados em cada quarto, sem cheiro de mofo ou qualquer desconforto. Fica na rua principal da cidade, oferece um bom café da manhã, quartos com camas boas e ar condicionado pelo menor preço que encontramos. Certamente valeu a pena! A dona desde o início nos tratou bem e fez com que nos sentíssemos em casa. Nosso grupo se dividiu em três quartos, dois triplos e um quádruplo, saindo 200 reais para cada pessoa as 4 diárias, ou seja, 50 reais por dia para cada um.
(Simples e aconchegante)
Já era por volta das 21 horas quando decidimos sair para comer em algum lugar da cidade. Descobrimos que em Carolina, como em toda boa cidade pequena, existe uma praça onde podemos conversar, comer e apreciar uma boa música. Nessa primeira noite comemos no Espaço Gourmet, um restaurante na praça com um cardápio com massas, pizzas e sanduíches. Nosso grupo pediu Lasanha, sanduíche e algumas massas. Apesar de os pratos serem bem servidos por um bom preço, nenhum nos surpreendeu de fato, e tivemos um pequeno problema no atendimento por causa dos sucos. No caso, eles demoraram para chegar, e quando reclamamos descobrimos que não haviam feito o pedido; um tempo depois, vieram nos avisar que não havia mais suco. Pedimos uma água e tudo foi resolvido.
Ficamos mais um tempinho na praça, inspirando aquele ar de calmaria e expirando todo o estresse que trazíamos do dia a dia. Voltamos para a pousada porque o dia seguinte iria exigir muita energia. Viagem, mini trilha, Pedido de Casamento, Pôr do Sol e tranquilidade de espírito. Boa noite, primeiro dia, boa noite, Carolina, QUE VENHA O DIA 2!
Não se esqueçam:
São muitas experiências vividas por aí para guardar tudo para si. Aqui no blog tudo é nosso!
*Pra não fazer uma postagem muito grande, resolvi dividir a viagem de Carolina em vários posts. Fiquem de olho que nos próximos dias sairá o restante!*
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 2"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 3"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 4"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 5 (final)"







Até enchi os olhos d`água! Bem, faltou dizer que a viagem pode ser feita em até 11 h, porém, como Rafinha começou a sentir enjoo após o almoço, então tivemos que fazer várias paradas seguidamente, o que atrasou bastante nossa viagem... A própria Rafa, apesar de ter apenas 8 anos, veio me pedir desculpas por "estar atrapalhando nossa viagem"!! Isto foi justamente na parada em Estreito, quando encontramos o surpreendente e delicioso milkshake! Aproveitei então pra mostrar a ela que, se não fosse pelo pedido dela para mais uma parada por causa do enjoo, jamais teríamos descoberto tamanha diversão naquela cidade, a qual acabou por nos deixar uma refrescante lembrança! Mas, acima de tudo, ninguém da turma se estressou, ou sequer esboçou alguma irritação pelas diversas paradas para recuperação de Rafinha. Muito pelo contrário: todos lhe deram apoio incondicional! Mais que diversão, viajar com uma turma dessas é uma Bênção!!!
ResponderExcluirTens razão!!!
ExcluirVou adicionar no conteúdo. Obrigadão, Painho. E bora marcar logo a próxima viagem.