O Complexo da Pedra Caída é como um Resort construído a 36km
do centro de Carolina. Destinado ao turismo de aventura e perfeito para um
passeio em família (atendendo aos desejos de todas as idades e gostos), o
complexo possui 25 quedas d’águas, tendo o Santuário como a sua principal.
(Carolina, o dia 4)
Dia 4 (21 de julho, quinta-feira): COMPLEXO PEDRA CAÍDA
Depois de três dias intensos de
viagem, escolhemos Pedra Caída como destino do quarto dia. Como o complexo fica
próximo da cidade, nesse dia acordamos as 8 horas da manhã, tomamos café, e
partimos em destino ao local. Logo quando chegamos, já percebemos a diferença
estrutural, se comparada com as demais cachoeiras. Logo na entrada fizemos o
cadastro do grupo e nos foi dada uma pulseira, a qual chamaremos de pulseira do
capital, onde ficaria registrado todos os gastos (isso é um perigo, porque só
vamos acumulando as despesas sem termos um real controle do valor gasto).
Algo que nos assustou em Pedra Caída
foi que além de pagarmos para entrar, tivemos que comprar cada passeio para
qualquer lugar do complexo, um verdadeiro mercado turístico. Disparado é o dia
mais caro da viagem, mas que acaba valendo a pena em certos aspectos. A entrada
saiu por 50 reais para cada (25 a meia), e quando chegamos já compramos o
passeio para a cachoeira do Santuário, no valor de 25 reais, tudo adicionado na
pulseira do capital.
(A primeira impressão é boa)
Na ida para a cachoeira fizemos um
caminho de 600 metros com um grupo de mais umas 10 pessoas, andando em uma
trilha sobre passarelas que desciam no Cânion do Santuário. Durante o trajeto
são feitas algumas paradas, onde já é possível se deliciar com as águas
minerais totalmente transparentes que jorram dos paredões, e contemplar as
pedras que foram esculpidas pela natureza por milhões de anos. O passeio
continua em um caminho de água (batendo no joelho e coxa), e termina com a
chegada na própria cachoeira.
Ao chegarmos na frente da cachoeira
do Santuário, pudemos perceber o porquê de ela ter sido eleita como a mais
bonita do complexo. De fato, ela é diferente das outras: a queda d’água
acontecia numa espécie de caverna, onde se repetia aquela sensação que pudemos
sentir em outras cachoeiras. Mas lá era diferente, lá era paz.
(Dá pra respirar paz)
Ao contrário das demais, onde um
clima de felicidade nos levou de volta aos tempos de crianças, aqui era
possível sentir algo na esfera espiritual. A certeza de Deus estava ali, e
nesse clima começamos a aproveitar. Dessa vez, não eram sorrisos de crianças,
mas de adultos que estavam encantados com tudo aquilo. Chegamos perto da
cachoeira, sendo banhados direto da água que caía, e de certa forma a alma ali
era lavada. Tentamos fazer alguns registros, mas não saíram tão bons devido à
baixa luminosidade e dessa vez vou usar o Slogan do
próprio complexo da Pedra Caída: “Não dá para descrever, tem que conhecer”.
Na volta, passamos também pela
Ponte Pênsil, onde dá para ver o Cânion de cima. Agora sim o passeio do Santuário havia sido
completado.
*Evitem levar mochila e itens que não possam ser molhados
(A ponte pode ser de titânio, mas sempre parece que vai cair)
Quando voltamos do passeio, fomos
ver as informações sobre as tirolesas da Pedra Caída. São duas, uma de 1200
metros, no valor de 70 reais, e outra de 1400, no valor de 80, ambas ficam a
quase 400 metros de altura, sendo consideradas as mais altas da América Latina.
Metade do nosso grupo optou por fazer a descida na tirolesa de 1400 metros, e a
outra metade escolheu ficar na piscina ou subir apenas para a Pirâmide Mística
(o ponto de descida da tirolesa fica ao lado da pirâmide mística, no topo da serra). Eu
escolhi apenas subir para visitar a pirâmide e, acreditem se quiser, é preciso
pagar 25 reais para fazer a trilha (cômico de tão absurdo, mas vida que segue),
tudo adicionado na pulseira do capital.
Para chegar ao topo do morro onde
ficam a tirolesa e a pirâmide, é possível escolher duas opções: subir pelo
teleférico, no valor de 50 reais, ou por uma trilha suspensa, no valor de 25
reais (já falei que é um absurdo pagar pra fazer trilha?), já inclusa para quem vai na tirolesa.
Todos optamos ir pela trilha. Primeiramente, é preciso pegar uma jardineira do
próprio complexo que deixa na entrada da trilha, e a partir de então é tudo
sozinho.
Quando subimos nessa trilha já
havia passado das 11 horas, então o sol não contribuiu muito e fez a subida ser
um pouco sofrida. Após algumas pausas para descanso enquanto tentávamos vencer
aquela trilha de quase 400 metros de altura, chegamos ao topo num tempo de mais
ou menos 30 minutos.
Quando chegamos ao cume, em clima
de Vidas Secas, tomamos um pouco de água que havíamos levado (MUITO IMPORTANTE)
e fomos direto para a Pirâmide Mística. A pirâmide é um espaço super tranquilo onde
as pessoas vão para meditar e relaxar e, depois dessa subida, com a gente não
foi diferente. Chegamos lá e já estava tocando uma música relaxante, então
vimos um tapete no chão com várias almofadas e nos jogamos. Apesar do calor
atrapalhar bastante (lembrem-se, era quase meio dia e a pirâmide é de vidro!), o
cansaço falou mais alto, e em pouco tempo a maioria de nós já estávamos
cochilando. Não tenho certeza de quantos minutos ficamos lá, acredito que
poucos, mas pareceu uma soneca de horas.
(Preciso de um lugar exatamente assim na minha casa)
Passado o cochilo, já na hora do
almoço, precisávamos voltar, uns de tirolesa e outros – inclusive eu – pela
trilha. Como não desci na tirolesa, vou deixar aqui o relato de um dos que
desceram.
("Eu
tenho medo de água mas nem um pouco de altura. E descer naquela tirolesa era
algo que me deixava muito ansiosa, mas não com medo. A subida é bem exaustiva,
demoramos uns 30 minutos até chegar ao topo, mas, quando chegamos lá, tudo
valeu a pena. Fui a primeira a descer para encorajar a minha amiga Drielly que
estava se tremendo toda hahaha. Confesso que na primeira corrida para me jogar
naquele mundão verde, amarelei e recuei. As cordas estavam parecendo soltas e
pensei que eu ia me jogar e morrer! Olhei pra trás e o Pedrinho falou: 'Vai
Vic, isso não é água!', foi aí que sai correndo e me joguei de verdade. Foram
60 segundos de gritaria e sensação única de liberdade. 80 reais muito bem
pagos! Experiência Incrível. – Victoria Pessoa")
Voltar pela trilha foi muito mais
fácil (para descer todo santo ajuda), não precisou de pausa para descanso, e
por isso conseguimos fazer em uns 15 minutos. Quando chegamos ao final da
trilha, a jardineira do complexo deveria estar lá nos esperando, mas não
estava. Restou-nos uma saída: fazer esse caminho a pé, e como eu estava de férias
e acompanhado, ir pela estrada não foi tão sofrido (em outras situações eu
teria ficado muito puto chateado). Quando estávamos finalizando o
caminho, a nossa carona passou e, como somos muito espiritualizados, subimos
sem reclamar. Chegou a hora do almoço.
(Quem olha não imagina que a Drielly tava se tremendo toda)
Antes de comermos, reservamos o
nosso próximo passeio dentro do complexo, das cachoeiras da Caverna e do
Capelão, no valor de 40 reais para cada, tudo adicionado na pulseira do capital.
Agora sim, chegou a hora do almoço.
O restaurante do resort é muito
bom, bonito, com bastante variedade de comida e funciona de acordo com o número
de pessoas dentro do Complexo. No caso, sempre que houver um número inferior a
80 pessoas, o restaurante funciona à la carte; se o número for superior a 80,
será servido self service. No dia em que fomos haviam mais de 80 pessoas, e por
isso nosso almoço foi por kg (não lembro o valor, mas não passava de 40
reais/kg). Na hora do almoço tivemos um problema: no momento de passar o valor
da minha refeição na pulseira do capital, a moça disse que já havíamos
ultrapassado o limite de MIL E QUINHENTOS REAIS, e por isso não poderíamos
acrescentar mais pedidos naquela pulseira.
O valor é alto e parecia que estava
muito acima, mas analisando que éramos 10 pessoas e que na Pedra Caída tudo se
paga, acabamos entendendo os 1500, só não entendemos porque essa informação não
havia sido passada para a gente antes. Então fomos informados que o certo seria
cada um possuir uma pulseira e que foi um erro termos recebido
apenas uma. Eu estava faminto, então pedi para ela anotar o valor do meu prato
que depois eu resolveria isso (hora da comida é sagrada). Enquanto estava
comendo, ela apareceu com uma pulseira do capital nova com o meu almoço já
adicionado. Estava tudo resolvido.
(Organizado e bonito)
Após o almoço, esperamos um tempo
para fazer o nosso passeio para as outras duas cachoeiras. As visitas nessas
cachoeiras têm horário marcado e é feito em uma jardineira. No caso, haviam
duas jardineiras cheias fazendo o passeio nesse horário, o que prejudicou
bastante devido ao grande número de pessoas.
Na primeira cachoeira, da Caverna,
nós quase não aproveitamos. Era um lugar muito pequeno para um grande número de
pessoas, então acabou que não havia espaço para se movimentar, e pela
quantidade de gente, acabamos nem indo receber a queda da cachoeira nas costas.
A água batia no meio da coxa, então também não era possível nadar. Voltamos
para o veículo decepcionados: o complexo deveria perceber que não rola
duas jardineiras fazendo esse passeio no mesmo horário! Quando chegamos na
segunda cachoeira, do Capelão, fomos os primeiros a descer do veículo e saímos
na frente para a queda d’água.
Nessa cachoeira havia uma parte
mais funda e lugares onde poderíamos subir para fazer saltos. Agora sim algo
chamava a atenção! Porém ainda era pouco, e dois minutos depois essa cachoeira
também ficou apertada devido à grande quantidade de pessoas, mas dessa vez
tentamos ignorar, pulando na água. Pulamos várias vezes, até cansarmos e
voltarmos para a jardineira. As cachoeiras são bonitas e o passeio até pode ser
bom, mas pra gente não valeu os 40 reais. Essas cachoeiras foram decepcionantes.
Assim que fomos deixados de volta,
decidimos ficar na área das piscinas, e foi a melhor ideia de todas. Ficamos sentados na
borda da piscina das crianças, olhando os toboáguas, lembrando dos tempos de
criança, mas a verdade é que a gente não pode
se prender em números. Por isso, decidimos descer no toboágua, e o momento
criança do dia aconteceu. Descemos de frente, de costas, sentados, deitados, de
todos os jeitos, tudo por entre as crianças que também estavam lá, e nada mais importava.
Descemos repetidas vezes, até cansar, então fomos para a piscina dos adultos
relaxar admirando o sol se pôr, e mais uma vez fomos presenteados com um belo
degradê no céu. Após um incrível fim de tarde, pagamos nossas pulseiras do
capital e voltamos para Carolina.
(Pôr do sol sempre vale a pena)
Chegamos na pousada, e nos
arrumamos para sair. Na noite desse quarto dia decidimos jantar em um lugar
diferente, que sempre é indicado por quem vai para Carolina, o Chega Mais, um restaurante flutuante localizado na beira do Rio Tocantins, onde é
possível ver, do outro lado da margem, o próprio estado de Tocantins, iluminado
pelas luzes da cidade. O cardápio do restaurante é bastante variado, podendo pedir
sanduíches, pizzas e diversos pratos por um bom preço. Eu pedi sanduíche e
achei muito bom, já o restante do grupo pediu pizza e filé, estando ambos bons,
mas nada de outro mundo. O restaurante ganha mesmo pelo ambiente, comer
na beira do rio com aquela iluminação noturna é o diferencial.
Na saída do Restaurante, conhecemos
dois rapazinhos que estavam “reparando” os carros, com idade entre 8 e 12 anos,
e tivemos a oportunidade de visitar seus corações. Compramos um lanche para
eles e conversamos sobre a escola, suas famílias, o que eles gostam de fazer e
do que gostam de brincar. Cada palavra que saía da boca deles era como uma
lição de inocência e simplicidade que nos atravessava, e ali a pureza era perceptível. Eles com certeza foram o ponto mais alto da nossa ida ao Chega
Mais.
(Se esses serumanínhos tivessem ideia de como são especiais!)
De lá passamos na praça da cidade
para tomar um suco e nos despedir do Marcelo, dono do suco do céu (falo do suco
na postagem 2). Ficamos um tempo na praça ouvindo música, compramos 2 litros de
suco para levar para casa e então fomos dormir. Santuário, Pirâmide Mística, Toboágua e pôr do sol. Boa
noite, quarto dia, boa noite, Carolina, já tá chegando a hora de ir embora!
Não se esqueçam:
São
muitas experiências vividas por aí para guardar tudo para si. Aqui no blog tudo
é nosso!
*Pra não fazer uma postagem muito grande, resolvi dividir a viagem de Carolina em vários posts. Fiquem de olho que nos próximos dias sairá o restante!*
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 3"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 5 (final)"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 5 (final)"










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