terça-feira, 16 de agosto de 2016

Carolina - MA, Parte 4

O Complexo da Pedra Caída é como um Resort construído a 36km do centro de Carolina. Destinado ao turismo de aventura e perfeito para um passeio em família (atendendo aos desejos de todas as idades e gostos), o complexo possui 25 quedas d’águas, tendo o Santuário como a sua principal.

(Carolina, o dia 4)

Dia 4 (21 de julho, quinta-feira): COMPLEXO PEDRA CAÍDA
Depois de três dias intensos de viagem, escolhemos Pedra Caída como destino do quarto dia. Como o complexo fica próximo da cidade, nesse dia acordamos as 8 horas da manhã, tomamos café, e partimos em destino ao local. Logo quando chegamos, já percebemos a diferença estrutural, se comparada com as demais cachoeiras. Logo na entrada fizemos o cadastro do grupo e nos foi dada uma pulseira, a qual chamaremos de pulseira do capital, onde ficaria registrado todos os gastos (isso é um perigo, porque só vamos acumulando as despesas sem termos um real controle do valor gasto).

Algo que nos assustou em Pedra Caída foi que além de pagarmos para entrar, tivemos que comprar cada passeio para qualquer lugar do complexo, um verdadeiro mercado turístico. Disparado é o dia mais caro da viagem, mas que acaba valendo a pena em certos aspectos. A entrada saiu por 50 reais para cada (25 a meia), e quando chegamos já compramos o passeio para a cachoeira do Santuário, no valor de 25 reais, tudo adicionado na pulseira do capital.

(A primeira impressão é boa)

Na ida para a cachoeira fizemos um caminho de 600 metros com um grupo de mais umas 10 pessoas, andando em uma trilha sobre passarelas que desciam no Cânion do Santuário. Durante o trajeto são feitas algumas paradas, onde já é possível se deliciar com as águas minerais totalmente transparentes que jorram dos paredões, e contemplar as pedras que foram esculpidas pela natureza por milhões de anos. O passeio continua em um caminho de água (batendo no joelho e coxa), e termina com a chegada na própria cachoeira.

Ao chegarmos na frente da cachoeira do Santuário, pudemos perceber o porquê de ela ter sido eleita como a mais bonita do complexo. De fato, ela é diferente das outras: a queda d’água acontecia numa espécie de caverna, onde se repetia aquela sensação que pudemos sentir em outras cachoeiras. Mas lá era diferente, lá era paz.

(Dá pra respirar paz)

Ao contrário das demais, onde um clima de felicidade nos levou de volta aos tempos de crianças, aqui era possível sentir algo na esfera espiritual. A certeza de Deus estava ali, e nesse clima começamos a aproveitar. Dessa vez, não eram sorrisos de crianças, mas de adultos que estavam encantados com tudo aquilo. Chegamos perto da cachoeira, sendo banhados direto da água que caía, e de certa forma a alma ali era lavada. Tentamos fazer alguns registros, mas não saíram tão bons devido à baixa luminosidade e dessa vez vou usar o Slogan do próprio complexo da Pedra Caída: “Não dá para descrever, tem que conhecer”.

Na volta, passamos também pela Ponte Pênsil, onde dá para ver o Cânion de cima.  Agora sim o passeio do Santuário havia sido completado.

*Evitem levar mochila e itens que não possam ser molhados

(A ponte pode ser de titânio, mas sempre parece que vai cair)

Quando voltamos do passeio, fomos ver as informações sobre as tirolesas da Pedra Caída. São duas, uma de 1200 metros, no valor de 70 reais, e outra de 1400, no valor de 80, ambas ficam a quase 400 metros de altura, sendo consideradas as mais altas da América Latina. Metade do nosso grupo optou por fazer a descida na tirolesa de 1400 metros, e a outra metade escolheu ficar na piscina ou subir apenas para a Pirâmide Mística (o ponto de descida da tirolesa fica ao lado da pirâmide mística, no topo da serra). Eu escolhi apenas subir para visitar a pirâmide e, acreditem se quiser, é preciso pagar 25 reais para fazer a trilha (cômico de tão absurdo, mas vida que segue), tudo adicionado na pulseira do capital.

Para chegar ao topo do morro onde ficam a tirolesa e a pirâmide, é possível escolher duas opções: subir pelo teleférico, no valor de 50 reais, ou por uma trilha suspensa, no valor de 25 reais (já falei que é um absurdo pagar pra fazer trilha?), já inclusa para quem vai na tirolesa. Todos optamos ir pela trilha. Primeiramente, é preciso pegar uma jardineira do próprio complexo que deixa na entrada da trilha, e a partir de então é tudo sozinho.

Quando subimos nessa trilha já havia passado das 11 horas, então o sol não contribuiu muito e fez a subida ser um pouco sofrida. Após algumas pausas para descanso enquanto tentávamos vencer aquela trilha de quase 400 metros de altura, chegamos ao topo num tempo de mais ou menos 30 minutos.

Quando chegamos ao cume, em clima de Vidas Secas, tomamos um pouco de água que havíamos levado (MUITO IMPORTANTE) e fomos direto para a Pirâmide Mística. A pirâmide é um espaço super tranquilo onde as pessoas vão para meditar e relaxar e, depois dessa subida, com a gente não foi diferente. Chegamos lá e já estava tocando uma música relaxante, então vimos um tapete no chão com várias almofadas e nos jogamos. Apesar do calor atrapalhar bastante (lembrem-se, era quase meio dia e a pirâmide é de vidro!), o cansaço falou mais alto, e em pouco tempo a maioria de nós já estávamos cochilando. Não tenho certeza de quantos minutos ficamos lá, acredito que poucos, mas pareceu uma soneca de horas.

(Preciso de um lugar exatamente assim na minha casa)

Passado o cochilo, já na hora do almoço, precisávamos voltar, uns de tirolesa e outros – inclusive eu – pela trilha. Como não desci na tirolesa, vou deixar aqui o relato de um dos que desceram.

("Eu tenho medo de água mas nem um pouco de altura. E descer naquela tirolesa era algo que me deixava muito ansiosa, mas não com medo. A subida é bem exaustiva, demoramos uns 30 minutos até chegar ao topo, mas, quando chegamos lá, tudo valeu a pena. Fui a primeira a descer para encorajar a minha amiga Drielly que estava se tremendo toda hahaha. Confesso que na primeira corrida para me jogar naquele mundão verde, amarelei e recuei. As cordas estavam parecendo soltas e pensei que eu ia me jogar e morrer! Olhei pra trás e o Pedrinho falou: 'Vai Vic, isso não é água!', foi aí que sai correndo e me joguei de verdade. Foram 60 segundos de gritaria e sensação única de liberdade. 80 reais muito bem pagos! Experiência Incrível. – Victoria Pessoa")

Voltar pela trilha foi muito mais fácil (para descer todo santo ajuda), não precisou de pausa para descanso, e por isso conseguimos fazer em uns 15 minutos. Quando chegamos ao final da trilha, a jardineira do complexo deveria estar lá nos esperando, mas não estava. Restou-nos uma saída: fazer esse caminho a pé, e como eu estava de férias e acompanhado, ir pela estrada não foi tão sofrido (em outras situações eu teria ficado muito puto chateado). Quando estávamos finalizando o caminho, a nossa carona passou e, como somos muito espiritualizados, subimos sem reclamar. Chegou a hora do almoço.

(Quem olha não imagina que a Drielly tava se tremendo toda)

Antes de comermos, reservamos o nosso próximo passeio dentro do complexo, das cachoeiras da Caverna e do Capelão, no valor de 40 reais para cada, tudo adicionado na pulseira do capital. Agora sim, chegou a hora do almoço.

O restaurante do resort é muito bom, bonito, com bastante variedade de comida e funciona de acordo com o número de pessoas dentro do Complexo. No caso, sempre que houver um número inferior a 80 pessoas, o restaurante funciona à la carte; se o número for superior a 80, será servido self service. No dia em que fomos haviam mais de 80 pessoas, e por isso nosso almoço foi por kg (não lembro o valor, mas não passava de 40 reais/kg). Na hora do almoço tivemos um problema: no momento de passar o valor da minha refeição na pulseira do capital, a moça disse que já havíamos ultrapassado o limite de MIL E QUINHENTOS REAIS, e por isso não poderíamos acrescentar mais pedidos naquela pulseira.

O valor é alto e parecia que estava muito acima, mas analisando que éramos 10 pessoas e que na Pedra Caída tudo se paga, acabamos entendendo os 1500, só não entendemos porque essa informação não havia sido passada para a gente antes. Então fomos informados que o certo seria cada um possuir uma pulseira e que foi um erro termos recebido apenas uma. Eu estava faminto, então pedi para ela anotar o valor do meu prato que depois eu resolveria isso (hora da comida é sagrada). Enquanto estava comendo, ela apareceu com uma pulseira do capital nova com o meu almoço já adicionado. Estava tudo resolvido.

(Organizado e bonito)

Após o almoço, esperamos um tempo para fazer o nosso passeio para as outras duas cachoeiras. As visitas nessas cachoeiras têm horário marcado e é feito em uma jardineira. No caso, haviam duas jardineiras cheias fazendo o passeio nesse horário, o que prejudicou bastante devido ao grande número de pessoas.

Na primeira cachoeira, da Caverna, nós quase não aproveitamos. Era um lugar muito pequeno para um grande número de pessoas, então acabou que não havia espaço para se movimentar, e pela quantidade de gente, acabamos nem indo receber a queda da cachoeira nas costas. A água batia no meio da coxa, então também não era possível nadar. Voltamos para o veículo decepcionados: o complexo deveria perceber que não rola duas jardineiras fazendo esse passeio no mesmo horário! Quando chegamos na segunda cachoeira, do Capelão, fomos os primeiros a descer do veículo e saímos na frente para a queda d’água.

Nessa cachoeira havia uma parte mais funda e lugares onde poderíamos subir para fazer saltos. Agora sim algo chamava a atenção! Porém ainda era pouco, e dois minutos depois essa cachoeira também ficou apertada devido à grande quantidade de pessoas, mas dessa vez tentamos ignorar, pulando na água. Pulamos várias vezes, até cansarmos e voltarmos para a jardineira. As cachoeiras são bonitas e o passeio até pode ser bom, mas pra gente não valeu os 40 reais. Essas cachoeiras foram decepcionantes.

Assim que fomos deixados de volta, decidimos ficar na área das piscinas, e foi a melhor ideia de todas. Ficamos sentados na borda da piscina das crianças, olhando os toboáguas, lembrando dos tempos de criança, mas a verdade é que a gente não pode se prender em números. Por isso, decidimos descer no toboágua, e o momento criança do dia aconteceu. Descemos de frente, de costas, sentados, deitados, de todos os jeitos, tudo por entre as crianças que também estavam lá, e nada mais importava. Descemos repetidas vezes, até cansar, então fomos para a piscina dos adultos relaxar admirando o sol se pôr, e mais uma vez fomos presenteados com um belo degradê no céu. Após um incrível fim de tarde, pagamos nossas pulseiras do capital e voltamos para Carolina.

(Pôr do sol sempre vale a pena)

Chegamos na pousada, e nos arrumamos para sair. Na noite desse quarto dia decidimos jantar em um lugar diferente, que sempre é indicado por quem vai para Carolina, o Chega Mais, um restaurante flutuante localizado na beira do Rio Tocantins, onde é possível ver, do outro lado da margem, o próprio estado de Tocantins, iluminado pelas luzes da cidade. O cardápio do restaurante é bastante variado, podendo pedir sanduíches, pizzas e diversos pratos por um bom preço. Eu pedi sanduíche e achei muito bom, já o restante do grupo pediu pizza e filé, estando ambos bons, mas nada de outro mundo. O restaurante ganha mesmo pelo ambiente, comer na beira do rio com aquela iluminação noturna é o diferencial.

Na saída do Restaurante, conhecemos dois rapazinhos que estavam “reparando” os carros, com idade entre 8 e 12 anos, e tivemos a oportunidade de visitar seus corações. Compramos um lanche para eles e conversamos sobre a escola, suas famílias, o que eles gostam de fazer e do que gostam de brincar. Cada palavra que saía da boca deles era como uma lição de inocência e simplicidade que nos atravessava, e ali a pureza era perceptível. Eles com certeza foram o ponto mais alto da nossa ida ao Chega Mais.

(Se esses serumanínhos tivessem ideia de como são especiais!)

De lá passamos na praça da cidade para tomar um suco e nos despedir do Marcelo, dono do suco do céu (falo do suco na postagem 2). Ficamos um tempo na praça ouvindo música, compramos 2 litros de suco para levar para casa e então fomos dormir. Santuário, Pirâmide Mística, Toboágua e pôr do sol. Boa noite, quarto dia, boa noite, Carolina, já tá chegando a hora de ir embora!

Não se esqueçam:
São muitas experiências vividas por aí para guardar tudo para si. Aqui no blog tudo é nosso!

*Pra não fazer uma postagem muito grande, resolvi dividir a viagem de Carolina em vários posts. Fiquem de olho que nos próximos dias sairá o restante!*

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