(Carolina, o dia 3)
Como já dito, as cachoeiras desse dia são de difícil acesso,
o que significa que é preciso sim contratar um especialista, mas deixa antes eu
explicar melhor sobre o trajeto. A distância de Carolina para a Cachoeira da
prata é de 80 km, sendo que dessa distância total, 30km são de estrada
asfaltada e 50km em uma estrada de terra e areia fofa. Além de apenas carros
traçados conseguirem passar, a estrada é composta por várias bifurcações e porteiras,
exigindo um guia que conheça a região.
Devido a essas exigências, o nosso dia 3, na verdade,
começou no dia 2. Na própria pousada nos informamos sobre o passeio e onde
conseguiríamos contratar alguém que nos levasse até as cachoeiras. Nos foi dado
o número do Manuel, um rapaz gente boa que fez o passeio por 75 reais/pessoa +
entrada nas cachoeiras (inicialmente seriam 80 reais pra cada + entrada nas
cachoeiras, mas como nosso grupo era de 10 pessoas, conseguimos negociar por 75
e sem cobrar o valor da Rafinha, de 8 anos de idade). Combinamos com ele para
sairmos às 8 horas e, enfim, fomos dormir esperando pelo dia 3.
(Crianças - a gente - passeando)
Dia 3 (20 de julho, quarta-feira): CACHOEIRA DA PRATA +
CACHOEIRA SÃO ROMÃO
O passeio para as cachoeiras da Prata e São Romão exigem um
dia inteiro dedicado a elas. Acordamos cedo, tomamos café, e às 7:50 h Manuel
já estava na pousada nos esperando. Subimos na Jardineira e partimos em direção
à Cachoeira da Prata. A duração do percurso para a primeira cachoeira foi de 2
horas (lembrando que são poucos km, mas boa parte em estrada de areia).
Logo chegando na entrada para a cachoeira, percebemos que
ela é bem menos frequentada que os demais pontos turísticos, que costumam lotar
estacionamentos. Para chegar na queda d’água, é preciso fazer uma mini trilha
de 5 minutos. Quando chegamos lá, percebemos que não é uma cachoeira, mas são
várias caindo num mesmo lugar, criando uma correnteza que com certeza dá um
certo trabalho para quem tem dificuldade com nado (cuidado com as crianças).
(A força dessas cachoeiras é impressionante)
As duas quedas d’águas são fortes e caem sobre pedras, por
isso não é possível receber aquela massagem nas costas que as demais cachoeiras
oferecem. Em contrapartida, o volume de água é enorme, muito bom para quem
gosta de nadar.
Não sei se foi pelo fato de terem poucas pessoas por lá, mas
a água da cachoeira da prata foi uma das minhas preferidas (gosto de
privacidade e quando tem um espaço bom para nadar). Atravessamos as margens
algumas vezes, até nos cansarmos para aproveitar o poder relaxante da água.
Ficamos por lá mais ou menos das 10 às 11:30 h, fizemos a trilha de volta,
pagamos os 10 reais de taxa e seguimos na Jardineira para São Romão comendo
alguns lanches (reforçando, essenciais).
(Devido à profundidade e correnteza, pode haver dificuldade
em tirar foto na água)
Da cachoeira da Prata para São Romão são mais 30 km em
estrada de areia, com duração de mais uma hora (que pareciam ter sido duas por
ter sido na hora do almoço). Chegando na segunda cachoeira, só foi preciso
esperar nosso almoço ser servido, e vou explicar o porquê. Para melhor atender
seus clientes, o restaurante que fica na cachoeira de São Romão trabalha com
agendamento de pedidos, podendo escolher entre Carne de Sol, Galinha Caipira e
Peixe. O almoço, muito bom e bem servido, podendo pegar os acompanhamentos à
vontade, saiu na média de 20 reais para cada um. Almoçamos bem e conversamos
por um bom tempo, descansando.
Mesmo já estando lá, ainda não fazíamos ideia da dimensão do
que era a cachoeira São Romão, a mais volumosa da região. Então, depois do
almoço, fomos levados pelo guia para ver a cachoeira de cima e nos
surpreendemos. Toda aquela água passando na nossa frente só aumentou a
ansiedade pelo momento mais esperado do passeio: passar por trás da cachoeira.
(Dá vontade de pular, mas não faça isso!)
Pegamos a trilha e seguimos para o local que levava para
trás da cachoeira. Medo, ansiedade, emoção, TUDO JUNTO. Passar por trás da
cachoeira mexe com todos os nossos sentidos. Ainda estávamos entrando por trás
da cortina de água e já era possível sentir. Havia o barulho que a água fazia
na queda, o cheiro de pedra molhada, o toque que os respingos faziam contra a
nossa pele e os diversos arcos-íris que se formavam ao nosso redor. Um sentimento
de felicidade tomou conta na hora, e mais uma vez voltamos à infância. Gritávamos
para fazer eco, abríamos a boca para entrar respingos, e quase procuramos ouro
no pé do arco-íris. A aventura ia começar.
(Sorrisos Infantis)
Devido ao seu tamanho, é difícil não hesitar um pouco ao ver
toda aquela cachoeira e a trilha entre as pedras pela primeira vez. “Será que
vou escorregar?” “Não é perigoso?” “E se eu cair nessa água?”. O segredo é
deixar a emoção falar mais alto, e então perceber que essas perguntas são
apenas impulsos de um medo natural. A resposta certa, para aquela cachoeira,
tem que ser “BORA!”. Com cuidado então, protegemos os nossos ouvidos para não
entrar água e começamos a caminhar entre as pedras, passando por trás da maior
cachoeira da viagem. Conforme íamos andando, subindo e descendo as pedras, o
medo ia desaparecendo e a ligação com a natureza ia tomando o seu lugar, assim
como tomou no Encanto e no Poço azul (sdds). Estávamos passando por mais um lugar
encantado.
Chegando no final da cortina de água, a gente só se olhava
e, olhando para o céu, agradecia. Agradecia por esse terceiro dia de viagem,
pelo segundo, pelo primeiro, pelos próximos e, principalmente, agradecia por
essa cachoeira.
(Como mágica, os arcos-íris se formavam entre a gente)
Mas não acabava por aí, depois da cachoeira ainda havia uma mini
trilha que poderia ser feita, contornando o muro de rochas de onde caía a água.
Esse caminho por entre as pedras deve ser feito com cuidado, e só o fizemos
porque estávamos com o guia. Ao terminarmos o caminho, pudemos ver do outro lado
da margem a cachoeira com o coração ainda batendo forte.
Atravessamos de volta, a nado, nos unimos ao resto do grupo
(nem todo mundo fez essa trilha no final), e passamos o resto da tarde
desfrutando daquela água, com um belo céu azul, e de fundo a São Romão.
(Cachoeira impressionante)
Já
se aproximava das 17 horas e era preciso ir embora, então nos secamos, pagamos
a taxa da cachoeira no valor de 10 reais, subimos na jardineira e fizemos o
percurso da volta de 2h30 min enquanto saboreávamos os lanches (essenciais). O
guia Manuel nos ofereceu um bônus e parou, no meio do caminho, para um ótimo
banho em um riacho de águas cristalinas, a fim de aliviar o calor e os
sacolejos da volta. Dessa forma, na hora do Pôr do Sol ainda estávamos na
estrada de areia e, por isso, não pudemos contemplá-lo como nos outros dias,
então apenas sentimos a temperatura abaixando, e tudo ficando mais calmo.
Chegamos
na pousada às 19:30 h, tomamos banho, e fomos para a praça fechar o dia mais uma
vez tomando o suco do céu (falo do suco na postagem 2). Lanchamos e
decidimos ir descansar. O dia havia sido longo e no seguinte iríamos para o
complexo da Pedra Caída. Jardineira, Quedas d’águas, Cortina de água e mais
suco do céu. Boa noite, terceiro dia, boa noite, Carolina, QUE VENHA O DIA 4!
Não se esqueçam:
São muitas experiências vividas por aí para guardar tudo para si. Aqui no blog tudo é nosso!
*Pra não fazer uma postagem muito grande, resolvi dividir a viagem de Carolina em vários posts. Fiquem de olho que nos próximos dias sairá o restante!*
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 2"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 4"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 5 (final)"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 4"
Clique aqui e confira o Post "Carolina - MA, Parte 5 (final)"








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