sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O poder da fotografia.


O poder que a fotografia tem é surpreendente: ela é capaz de registrar para toda a eternidade, em um certo ângulo, um certo momento, de uma certa cena, que nunca mais vai acontecer, não importando o quão parecido seja. Assim como nenhum pôr do sol é igual, momento algum se repetirá. Sempre será uma cena diferente, em um dia diferente, vista de um ângulo diferente por uma pessoa diferente. Por isso deve-se viver intensamente cada instante (e registrá-los), eles são únicos.

E que poder maravilhoso as fotos têm! Basta dar o clique certo e pronto, a confraternização é registrada, a risada é capturada, o abraço é gravado e o casamento eternizado. Basta um clique para aquele momento não ser perdido apenas em lembranças, e então a história poderá ser contada e recontada, com palavras e imagens – que valem mais que mil palavras.

(Essa foi em uma das minhas primeiras ações como palhaço – como podem ver, essa não foi em hospital. O menino de azul havia acabado de cair no chão e estava chorando bastante, então o Potoca e a Birra – meu palhaço e da Vitória – deram um abraço curativo nele até que ele gargalhasse. AMO DEMAIS essa imagem.)

As fotos não são apenas capazes de remeter às nossas lembranças, mas de apresentá-las para alguém. Na foto a história é contada, a gente nasce, dá o primeiro passo, corta o cabelo pela primeira vez, dança naquela festinha da escola, faz homenagem para os pais e para as mães, vai ao cinema, viaja, namora, noiva, dá o beijo no altar, e vive feliz para sempre. E sim, é possível viver tudo isso sem as fotos, mas como é bom tê-las conosco! Como é bom ter aquela simples 3x4 de alguém na carteira, ou aquele álbum do nosso aniversário de 7 anos de idade. Que poder as fotos têm!

(Eu não sei onde essa foi tirada, e claro que nem lembro desse dia, mas sempre que vejo esse registro meu e da minha mãe me sinto extremamente bem, como se ainda estivéssemos nesse local, nesse dia, nessa hora. A proteção aqui está.)

Durante os meses em que eu morei sozinho no Rio (sem familiares e amigos de Belém), houveram muitos dias em que eu só respirava saudade. Saudade do abraço, da comida de casa, das conversas com os amigos, de passar pelo corredor e ver minha mãe mexendo no computador enquanto meu pai assistia tv no sofá. Aquela saudade boa que todo mundo já sentiu de certa forma fazia com que às vezes eu me sentisse sozinho. Até que um dia eu resolvi aproveitar os cliques, então mandei imprimir 50 fotos de grande significado para mim. Elas não tinham quadros ou molduras, apenas foram pregadas com fita adesiva no meu quarto, atrás da minha cama, e de certa forma eu sabia que não estava só.

(Essa aqui foi batida no dia em que eu ganhei a Sharon, a minha cadela. Ela tava muito assustada com o lugar novo, e por isso não conseguia sair do meu colo. Esse dia foi incrível.)

E vocês, já pararam para pensar nesse poder absurdo que as fotos têm? Vocês têm aquela foto que passa a sensação de que tudo vai dar certo? Eu tenho várias e ainda virão muitas. Aproveitem os momentos e as fotografias!

E não se esqueçam:
São muitas experiências vividas por aí para guardar tudo para si. Aqui tudo é nosso!

3 comentários:

  1. Owwwn, amei o post! Mais, mais, mais <3

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  2. O recorde de preço alcançado por uma fotografia foi algo em torno de 6 milhões de dólares (e o comprador ainda levou outras do mesmo fotógrafo, totalizando uma compra na ordem de 10 milhões de dólares numa lapada só), enquanto que fotojornalistas arriscam sua vidas diariamente por fotos que são compradas a 10 ou 15 reais pelos veículos de publicação... Sou feliz por poder desenvolver meu olhar fotográfico por puro hobbie. Um viva aos fotógrafos amadores, mas principalmente aos profissionais que lutam pra viver dessa arte!

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